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terça-feira, 18 de setembro de 2012

TÁ NA BANCA: Cantoras tomando conta das publicações de moda em Outubro



                Como eu já disse antes, os meses de setembro e outubro reservam um boom de lançamentos no mercado fonográfico, acontecimento que é mais comum em novembro e dezembro por causa do mercado natalino, mas que esse ano resolveu se antecipar sabe-se lá o porquê.
                Com isso, nada mais natural do que os artistas promoverem seus trabalho o máximo possível, certo? Daí começa aquele monte de performances, entrevistas, videoclipes, concursos, flood no twitter e facebook e... revistas! Se @ cantor@ tiver sorte, uma ou mais publicações vão achar que sua imagem é rentável em questões de vendas de revistas e vai colocar @ fulan@ na capa, o que torna o negócio lucrativo pros dois lados.

Lana por Mariano Vivanco na GQ e por Nicole Bentley na Vogue Australia
                Pontos relevantes esclarecidos e comentados, vamos ao que interessa. Começando com o pé direito, temos dose dupla de Lana Del Rey. Lana conseguiu mais uma capa da Vogue pra esse mês de outubro (a primeira capa da Vogue que ela conseguiu foi a inglesa), e estampa a versão australiana da revista, com um ar todo angelical de menininha inocente. Mudando de país e continente, Lana aparece também na capa da GQ inglesa, eleita como a mulher do ano pela publicação, feito que poucas outras conseguiram (Jennifer Aniston, Lara Stone, Lily Allen e Scarlett Johansson são as únicas que eu lembro). No ensaio, Lana está completamente nua (ou se tapando com a cortina, porque todo mundo faz isso, né) para as lentes de Mariano Vivanco, o que me faz pensar que essa revista vai vender mais cerveja na micareta. Dá uma olhada nas fotos:








ensaio mulherão na GQ, por Mariano Vivanco

 ensaio menininha da Vogue

               Outra querida que apareceu em dose dupla esse mês foi a Gwen Stefani, divulgando o novo álbum do No Doubt. Gwen, que já é uma das mais bem cotadas pelas publicações de moda desde os anos 90, estrela a capa da versão americana da Marie Claire e da versão inglesa da Elle, ambas no mês de outubro.  Contando com a edição de setembro da Harper’s Bazaar, Gwen já arrebatou 3 capas de revistas relativamente importantes desde o retorno da banda, isso sem contar as revistas que fizeram matérias sobre o grupo inteiro, como a Billboard.

Gwen fotografada por Peggy Sirota (Marie Claire) e por Matt Irwin (Elle UK)

 ensaio para a Elle



 ensaio para a Marie Claire

               Falando na Bazaar, a capa de outubro da revista ficou com a Kate Hudson. Antes que você diga que ela é atriz e não cantora, eu resolvi incluí-la nisso aqui por causa da participação de Kate em Glee, que é o projeto atual mais relevante dela e onde ela já até arriscou umas notas cantando um mashup de Americano com Dance Again (nada que se compare a Cinema Italiano, mas tô aceitando). Uma observação: já repararam que desde que a HB estreou o novo layout em março, eles têm se revezado na escolha de fotógrafos pra capa, entre Terry Richardson e Camilla Akrans? Já foi Gwyneth Paltrow, Penélope Cruz, Kate Moss, Rihanna, Mila Kunis e Gwen Stefani, todas nesse esquema. Será que é falta de dinheiro ou de criatividade? Não que eu não goste dos dois, mas esperava algo melhor/diferente, né.







Kate Hudson por Camilla Akrans

                Ao contrário de Kate Hudson, que é atriz mas tá cantando, vem a Britneyde na capa da Elle, que é cantora mas não tá divulgando música e sim a sua participação no X Factor. Num ensaio feito por Alexi Lubomirski (que dessa vez acertou a mão e não fez outra porcaria mal photosoppada que nem fez no ensaio dela pra Bazaar do ano passado), Britbrit mostra toda a boa forma que vem mostrando ultimamente no twitter, usando vestidinhos justos e até um bodyzinho que me lembrou o ensaio dela pra Rolling Stone de 2008. Detalhe pra foto épica da Bitchney de óculos escuros, copinho na mão e rodeada de seguranças (também amei a dela com o microfone, mas essa do copinho tá imbatível). Enfim, não dá pra ter tudo, né? Uns têm o corpo, outros têm a voz, e o mundo continua girando...










Britney por Alexi Lubomirski

                Em outras nota aleatórias, temos Milla Jovovich na capa da canadense Flaire e num ensaio pra Vogue Italia de setembro. Além de promover o quinto filme da franquia Resident Evil, Milla também está promovendo seu novo EP, ainda sem nome definido. SIM, ELA CANTA!!!!!1111ONE!!!!! Fiquei chocado ao descobrir isso, mas parece que ela já até lançou um álbum em 1992 e fez alguns featurings pela vida afora, antes de lançar o novo single Electric Sky (que, diga-se de passagem, não é tão ruim quanto eu esperava que fosse). Se quiser ouvir mais dela, é só entrar no site oficial que tem download de graça de algumas demos.


 Milla em ensaio de Peter Lindbergh para a Vogue Italia

capa da canadense Flare
                Continuando na vibe aleatória, tem uma cantora com quem ninguém se importa numa revista do mesmo nível. Carly Rae Japsen numa tal de Fashion, uma revista canadense sobre, adivinha?, moda. Carly tá divulgando o lançamento do seu primeiro álum e, eu não queria passar por hater, mas acho muito difícil essa menina ser mais do que one hit wonder. É esperar pra ver, né.




                E aí, qual sua preferida? Comenta aqui embaixo e me conta o que você achou.
P.S.: parece que não é só em outubro que vamos ter cantoras tomando conta de revistas de moda. Minha querida Riri já adiantou no twitter que conseguiu sua segunda capa na Vogue americana e que já rolaram as fotos com a Annie Leibovitz. Espere por algo timeless.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

DÁ O PLAY: A vez dos DJ's



                Você provavelmente já ouviu músicas produzidas por eles ou inspiradas neles, alguma participação, algum remix oficial de um artista que você goste, mas nunca ouviu o trabalho pessoal deles. Aqui eu escolhi cinco DJ’s/produtores que têm músicas próprias bacanas e um som melhor ainda, mas são pouco conhecidos. Dá o play.


- Diplo: esse é um dos meus preferidos.  O som de Diplo, de acordo com o próprio, sofre grande influência do funk carioca, vide Bucky Done Gun da M.I.A., que é quase um proibidão (por sinal, ele é responsável pela produção de várias músicas da cantora, com quem ele já foi casado num passado não muito distante). O cara veio ao Brasil ano passado e fez uma reportagem especial e super legal pra Vanity Fair, onde ele explora o lado cultural dos brasileiros e diz (como vários antes dele) se apaixonar pela mescla de sons que existem no país, além de se confessar um fã de Techno brega. Thomas (nome de verdade dele), até chegou a tocar na Fosfobox e comentou que o Rio é o epicentro cultural do Brasil. *palmas* Como se não fosse razão suficiente pra amá-lo, é de autoria dele um dos maiores hits do ano passado, Girls (Run The World) da Beyoncé (e Exageraldo do MC Naldo por tabela). A sample usada na faixa vem da música Pon De Floor, do projeto paralelo que ele comanda, Major Laser. Beyoncé ouviu a música – que começou como uma brincadeira – e logo de cara se apaixonou pelo ritmo e trabalhou em cima dele. Daí pra frente todo mundo já sabe o que aconteceu. A parceria deu tão certo que ele chegou a produzir outra faixa do 4, End Of Time, que quem conhece, ama. Além de DJ, produtor e comandante do Major Lazer (que começou como uma parceria com Switch, mas acabou ficando nas mãos de Diplo), o americano lançou esse ano mais um EP pessoal, o Express Yourself. Pra divulgar o primeiro single de mesmo nome do EP, Diplo lançou uma brinks pelo twitter onde as pessoas fazem a ~~pose~~ do vídeo (pra entender melhor, favor assistir ao vídeo aqui embaixo) e mandam uma foto pra ele com a hashtag #ExpressYourself. Já teve gente do mundo inteiro, tanto homem quanto mulher, participando disso e eu, obviamente, achei a ideia genial e quase mandei uma foto também. Se você ficou curioso, aqui embaixo tem uma música do Express Yourself (Barely Standing, com participações da Sabi e de Datsik), um remix oficial de Circus da Britney e uma que ele produziu (Beat Of My Drum, da Nicola Roberts) pra você ouvir e entender do que eu tô falando, fora a recomendação implícita das que eu já citei aqui em cima.

Express Yourself
Barely Standing
Circus
Beat of My Drum



-Skrillex: vou ser bem sincero e já avisar que Skrillex ou você ama ou você odeia, não tem meio-termo. A especialização do cara é o dubstep, aqueles sons que você tem que saber mexer muito bem pra não criar uma dor de cabeça em quem tá ouvindo. As músicas dele são bem-humoradas (ouça Kill Everybody aqui embaixo pra entender melhor), extremamente dançantes e diferentes da música eletrônica convencional graças ao dubstep. Não sou muito fã dos primeiros EP’s dele, porque eles me parecem meio barulhentos demais - mesmo que algumas músicas sejam ótimas.A questão é que depois que você ouve Bangarang, o EP que ele lançou no ano passado, você fica mal acostumado e espera que o trabalho todo do cara tenha esse nível de qualidade. As músicas são bem diferentes entre si, mas sem fugir da estética pela qual ele ficou conhecido, indo desde um “remix” do The Doors até uma parceria com Ellie Goulding (namorada do sortudo). Sem dúvida, esse EP é a obra-prima do DJ até agora, com o dubstep usado na medida certa, além de faixas que começam despretensiosas e depois passam a ter uma batida alucinante (The Devil’s Den é um dos exemplos). Pra você ouvir, tem Summit (a parceria com Ellie), Breakin’ a Sweat (o remix do The Doors, com trechos de Light My Fire) e Do Da Oliphant, uma das que eu mais gosto do EP My Name Is Skrillex, de 2010.

Summit
Breakin A Sweat
Do Da Oliphant



-Avicii: #6 na lista de DJ’s da DJ Magazine, o sueco Avicii atingiu o topo das paradas europeias no ano passado com o single Levels, que usa uma sample de Something’s Got A Hold On Me da Etta James – a mesma usada para Good Feeling do Flo Rida, que lembra um pouco demais Levels. Sendo bem sincero (de novo), não acho o som do Avicii muito marcante como o do Skrillex ou o do Diplo; as músicas chegam até a me lembrar de uma versão mais “calma” do Calvin Harris, mas ainda assim dançante- talvez pela influência do Daft Punk e do Fatboy Slim. De qualquer forma, marcante ou não, as músicas são boas e dão um sentimento “bom” que eu não sei explicar. O sucesso dele foi tão grande, que o último single, Silhouettes – que eu acho melhor que o Levels – ganhou um remix especial e foi usado na propaganda de jeans da Ralph Lauren. Segue abaixo esse remix, o single Levels e um remix que ele fez de Girl Gone Wild da Madonna.
Silhouettes
Levels
Girl Gone Wild




- Calvin Harris: outro dos meus queridinhos, que eu sou apaixonado desde quando um amigo me apresentou o Ready For The Weekend em 2010. Apesar de já ser um nome conhecido no espaço musical europeu há um tempo, Calvin explodiu nas rádios e no gosto popular depois do sucesso que ele ganhou com a produção de We Found Love da Rihanna (há pouco tempo ele comentou que a música tinha sido descartada por duas popstars antes de a Riri aceitar, agora cê vê, né). E você que acha que foi a primeira vez que ele trabalhou com algum nome do mainstream, tá enganado, porque também é dele a produção de In My Arms, da Kylie Minogue (confesso que não sabia e fiquei chocado quando descobri). Hoje, é quase impossível você ligar o rádio e não escutar uma música dele, seja Feel So Close (que também é usada na propaganda da Samsung SMART TV), Call My Name da Cheryl Cole, ou Where Have You Been, o novo hit da Rihanna que eu não sei por que ainda não chegou ao #1 da Billboard, mas estamos observando. Dele, eu separei um remix oficial de Spectrum da Florence and The Machine (que ganhou até um vídeo remixado junto, sinta o amor), o novo single pessoal, We’ll Be Coming Back, que a qualquer momento deve explodir nas pistas de dança também e ganhou vídeo hoje, e uma do CD que eu citei aí em cima, Stars Come Out.

Spectrum 
We'll Be Coming Back
Stars Come Out



- David Guetta: por último, a farofa da música eletrônica. Não que eu não goste das músicas dele, muito pelo contrário. Mas me incomoda, e muito, essa gente que coloca o Guetta num pedestal e acha que ele é a nata dos DJ’s. Como disse o Deadmau5 (DJ de verdade) em uma entrevista à Rolling Stone: “David Guetta tem dois iPods e um mixer e ele só toca faixas – tipo, ‘aqui tem uma com o Akon, olha só!’ [...] Ainda há pessoas que só apertam botões ganhando meio milhão. Não que eu não aperte botões. Mas eu aperto muito mais [do que os outros]”. Isso meio que esclarece a parte que me desagrada no Guetta. Agora, não sou idiota de não admitir que ele é um dos grandes motivos de a música eletrônica ter ganhado tanto espaço assim no cenário musical, mesmo com as controvérsias.  Apesar de a maioria das músicas serem parecidas, não são de todo ruim; talvez um fator que me ajude a não gostar delas, seja o fato de que todos os singles se transformam naqueles sucessos que você não consegue mais ouvir porque sempre tem alguém escutando o dia inteiro em algum lugar. De qualquer maneira, é bom quando ele pega um artista “desconhecido” e consegue fazer um super hit, como aconteceu com a Sai e o Kid Cudi. Pra quem ainda não ouviu, tem She Wolf (Falling To Pieces), o novo single dele com a Sai pro relançamento do Nothing But The Beat (ainda não decidi se melhor que Titanium ou não, mas é, no mínimo, tão bom quanto) e Revolver, que é uma das minhas preferidas.
She Wolf (Falling To Pieces)
 Revolver
Se você ainda achou pouco e quer conhecer mais DJ’s/produtores, tem o ótimo Deadmau5 – que já tocou no VMA e brigou com a Madonna por causa da polêmica da apologia às drogas; Jamie XX, da banda The XX e produtor da versão original de Take Care que foi regravada pelo Dranke; Afrojack, namorado da Paris Hilton e responsável pela nova ~~empreitada~~ da socialite na música, além de Tiesto, Steve Aoki e Kaskade.