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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

CONTROLE REMOTO: Styled To Rock - 1º episódio



                Semana passada estreou na Inglaterra, pelo canal Sky Atlantic, o novo reality show de moda produzido pela Rihanna, aquele que ela ficou gravando no início do ano quando passou uma temporada em Londres. O objetivo de Styled To Rock é descobrir o ‘próximo grande estilista para grandes artistas’ entre 24 candidatos pré-selecionados a dedo por Riri.

                Os jurados do programa são a ex-Girls Aloud, Nicola Roberts, o designer Henry Rolland e a estilista Lisa Cooper, que já trabalhou com várias celebridades, inclusive Rihanna. O papel deles é aconselhar os candidatos durante o processo de criação dos outfits e escolher o perdedor da semana, enquanto o vencedor fica por conta da Rih. Como esse foi só o primeiro episódio, nenhum deles ainda se desentendeu ou fez barraco, mas, quem costuma assistir a esse tipo de programa, sabe que é só questão de tempo até os jurados brigarem entre si, com os candidatos e os próprios candidatos se desentenderem.
 Ricky, Sally e Zainab
 a obcecada com morte, a sósia da Frankie de Skins e a desempregada revoltada
Heidi é amor
                Agora, os designers. Bem, todos são bem previsíveis, com 20 e poucos anos e alguma experiência no ramo da moda, seja em estudo e/ou trabalho. A maioria deles também parece bem confiante de que é bom e de que serão pessoas famosas e bem-sucedidas. Eu não tenho nada contra pessoas confiantes e com uma autoestima alta, mas essa galere exagera um pouco demais pro meu gosto (incluindo alguns jurados). Prova disso é a primeira eliminada [SPOILER!!111ONE!!!] Sally, que na entrevista disse ter 100% de certeza que ia ganhar o programa. Cheguei até a sentir dó dela.  A única que foge disso tudo dito antes, é a linda da  Heidi, que é meio louca de pedra, mas talentosíssima; a menina parece que trabalha na AM enquanto o mundo tá na FM, mas achei isso meio charmoso até, junto com a espontaneidade dela nesse episódio e a mania de tagarelar sem parar. Ótimo mesmo foi quando Lisa começa a perguntar pra ela sobre a roupa que ela tá fazendo e ela começa a falar sem parar, até que corta pra entrevista e Lisa falando: “Eu não entendi porra nenhuma do que ela falou. Ela meio que parece de outro planeta, mas acho que isso é legal”.

                A tarefa dessa semana foi criar uma suposta roupa de show pro Kanye West. As dicas dadas por Riri foram: keep it tonal; na família do preto; sempre tenha um elemento de hood-ism; e imperfeito é perfeito. Algumas pessoas se perderam nos conceitos e acabaram criando uma roupa aleatória que eu nunca imaginaria o Kaní-ê (sic) vestindo, enquanto utras souberam capturar tão bem a mensagem que até eu vestiria a roupa.
                Aqui embaixo eu selecionei 4 roupas feitas no episódio pra mostrar pra vocês: a vencedora, a perdedora, a preferida dos jurados e a minha preferida.

A Vencedora: Zainab
Da camisa com estampada à gola gigante e os óculos escuros, deu pra entender porque Rihanna escolheu essa roupa. A opinião dos jurados foi de que o look inteiro dependia muito da jaqueta, mas eu achei que ela soube balancear o extravagante da gola com o básico da calça.





A perdedora: Sally
Não sei se é porque ela não tinha experiência com menswear ou se é porque ela não gosta de hip hop, mas essa roupa me pareceu uma versão gay de Mortal Kombat. Não curti as aplicações na calça e não curti essa jaqueta acima do umbigo, e também acho que Kanye não curtiria.





O preferido dos jurados: Ben
Talvez por ter interpretado o conceito “na família do preto” de forma diferente dos demais (ele buscou referências na cultura africana), Bem chamou a atenção dos jurados. Eu também adorei a roupa e concordo que, apesar de ter usado muitas estampas e texturas, o resultado final ficou coerente. Mas não consigo imaginar Kanye West vestindo essa roupa num show, talvez pelas cores muito extravagantes ou pela gravatinha borboleta, não escolheria Bem como vencedor.




Meu preferido: Brett
Curti os tons de azuis, a saia metalizada, a customização da bota, a maquiagem, a camisa, tudo! Os jurados também acharam a roupa bem-feita e uma paleta de cores inteligente, mas acho que o que não favoreceu muito foi o corte não tão inovador quanto o de Ben (?).





Bônus: Ricky
Esse quase saiu, coitado. Apesar de Ricky ser talentoso e ter um estilo próprio, Lisa achou que ele fez a roupa mais pra ele próprio do que pra Kanye. E eu tenho que admitir, como ele espera que alguém cante hip hop e pule no palco com um sapato daquele? O ápice da apresentação dele (e concorrente pro programa inteiro) foi quando Lisa disse que faltava o elemento de hood-ism na roupa e colocou um capuz torto e abaixou as calças do modelo, pra falar em seguida: “pronto, eu gastei dois segundos pra adicionar o elemento a essa roupa”. No final, ele acabou ficando com uma promessa de melhora no programa, o que eu achei justo, porque acho que ele ainda tem muito pra mostrar nos próximos episódios.



 Lisa dando ~~sutilmente~~ um tapa na cara do Ricky


                Depois de escolhida a vencedora, Rihanna volta a aparecer no programa pra parabenizar a menina e eu fiquei me perguntando por que ela teve que fazer isso, sem falar na minha dúvida em relação ao cometimento dela com o programa. Além de não ter tirado 30 minutos pra bater uma foto de divulgação do reality show (o que eu ainda não engoli), Rihanna quase não aparece no programa e o momento em que vai falar com Zainab é meio constrangedor, como se nenhuma das duas tivesse certeza do que tavam fazendo ali. Espero sinceramente que isso melhore com os episódios.

                Essa semana a celebridade a ser vestida foi Pixie Lott, que fez uma aparição no programa também. Assistirei hoje à noite e espero fazer uma review até sábado, até porque eu já sei quem saiu *chora intensamente*. Diz aqui embaixo qual dos looks dali de cima que você escolheria ou, se você viu o programa, há alguma roupa que merecia ser mencionada.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

DÁ O PLAY: A vez dos DJ's



                Você provavelmente já ouviu músicas produzidas por eles ou inspiradas neles, alguma participação, algum remix oficial de um artista que você goste, mas nunca ouviu o trabalho pessoal deles. Aqui eu escolhi cinco DJ’s/produtores que têm músicas próprias bacanas e um som melhor ainda, mas são pouco conhecidos. Dá o play.


- Diplo: esse é um dos meus preferidos.  O som de Diplo, de acordo com o próprio, sofre grande influência do funk carioca, vide Bucky Done Gun da M.I.A., que é quase um proibidão (por sinal, ele é responsável pela produção de várias músicas da cantora, com quem ele já foi casado num passado não muito distante). O cara veio ao Brasil ano passado e fez uma reportagem especial e super legal pra Vanity Fair, onde ele explora o lado cultural dos brasileiros e diz (como vários antes dele) se apaixonar pela mescla de sons que existem no país, além de se confessar um fã de Techno brega. Thomas (nome de verdade dele), até chegou a tocar na Fosfobox e comentou que o Rio é o epicentro cultural do Brasil. *palmas* Como se não fosse razão suficiente pra amá-lo, é de autoria dele um dos maiores hits do ano passado, Girls (Run The World) da Beyoncé (e Exageraldo do MC Naldo por tabela). A sample usada na faixa vem da música Pon De Floor, do projeto paralelo que ele comanda, Major Laser. Beyoncé ouviu a música – que começou como uma brincadeira – e logo de cara se apaixonou pelo ritmo e trabalhou em cima dele. Daí pra frente todo mundo já sabe o que aconteceu. A parceria deu tão certo que ele chegou a produzir outra faixa do 4, End Of Time, que quem conhece, ama. Além de DJ, produtor e comandante do Major Lazer (que começou como uma parceria com Switch, mas acabou ficando nas mãos de Diplo), o americano lançou esse ano mais um EP pessoal, o Express Yourself. Pra divulgar o primeiro single de mesmo nome do EP, Diplo lançou uma brinks pelo twitter onde as pessoas fazem a ~~pose~~ do vídeo (pra entender melhor, favor assistir ao vídeo aqui embaixo) e mandam uma foto pra ele com a hashtag #ExpressYourself. Já teve gente do mundo inteiro, tanto homem quanto mulher, participando disso e eu, obviamente, achei a ideia genial e quase mandei uma foto também. Se você ficou curioso, aqui embaixo tem uma música do Express Yourself (Barely Standing, com participações da Sabi e de Datsik), um remix oficial de Circus da Britney e uma que ele produziu (Beat Of My Drum, da Nicola Roberts) pra você ouvir e entender do que eu tô falando, fora a recomendação implícita das que eu já citei aqui em cima.

Express Yourself
Barely Standing
Circus
Beat of My Drum



-Skrillex: vou ser bem sincero e já avisar que Skrillex ou você ama ou você odeia, não tem meio-termo. A especialização do cara é o dubstep, aqueles sons que você tem que saber mexer muito bem pra não criar uma dor de cabeça em quem tá ouvindo. As músicas dele são bem-humoradas (ouça Kill Everybody aqui embaixo pra entender melhor), extremamente dançantes e diferentes da música eletrônica convencional graças ao dubstep. Não sou muito fã dos primeiros EP’s dele, porque eles me parecem meio barulhentos demais - mesmo que algumas músicas sejam ótimas.A questão é que depois que você ouve Bangarang, o EP que ele lançou no ano passado, você fica mal acostumado e espera que o trabalho todo do cara tenha esse nível de qualidade. As músicas são bem diferentes entre si, mas sem fugir da estética pela qual ele ficou conhecido, indo desde um “remix” do The Doors até uma parceria com Ellie Goulding (namorada do sortudo). Sem dúvida, esse EP é a obra-prima do DJ até agora, com o dubstep usado na medida certa, além de faixas que começam despretensiosas e depois passam a ter uma batida alucinante (The Devil’s Den é um dos exemplos). Pra você ouvir, tem Summit (a parceria com Ellie), Breakin’ a Sweat (o remix do The Doors, com trechos de Light My Fire) e Do Da Oliphant, uma das que eu mais gosto do EP My Name Is Skrillex, de 2010.

Summit
Breakin A Sweat
Do Da Oliphant



-Avicii: #6 na lista de DJ’s da DJ Magazine, o sueco Avicii atingiu o topo das paradas europeias no ano passado com o single Levels, que usa uma sample de Something’s Got A Hold On Me da Etta James – a mesma usada para Good Feeling do Flo Rida, que lembra um pouco demais Levels. Sendo bem sincero (de novo), não acho o som do Avicii muito marcante como o do Skrillex ou o do Diplo; as músicas chegam até a me lembrar de uma versão mais “calma” do Calvin Harris, mas ainda assim dançante- talvez pela influência do Daft Punk e do Fatboy Slim. De qualquer forma, marcante ou não, as músicas são boas e dão um sentimento “bom” que eu não sei explicar. O sucesso dele foi tão grande, que o último single, Silhouettes – que eu acho melhor que o Levels – ganhou um remix especial e foi usado na propaganda de jeans da Ralph Lauren. Segue abaixo esse remix, o single Levels e um remix que ele fez de Girl Gone Wild da Madonna.
Silhouettes
Levels
Girl Gone Wild




- Calvin Harris: outro dos meus queridinhos, que eu sou apaixonado desde quando um amigo me apresentou o Ready For The Weekend em 2010. Apesar de já ser um nome conhecido no espaço musical europeu há um tempo, Calvin explodiu nas rádios e no gosto popular depois do sucesso que ele ganhou com a produção de We Found Love da Rihanna (há pouco tempo ele comentou que a música tinha sido descartada por duas popstars antes de a Riri aceitar, agora cê vê, né). E você que acha que foi a primeira vez que ele trabalhou com algum nome do mainstream, tá enganado, porque também é dele a produção de In My Arms, da Kylie Minogue (confesso que não sabia e fiquei chocado quando descobri). Hoje, é quase impossível você ligar o rádio e não escutar uma música dele, seja Feel So Close (que também é usada na propaganda da Samsung SMART TV), Call My Name da Cheryl Cole, ou Where Have You Been, o novo hit da Rihanna que eu não sei por que ainda não chegou ao #1 da Billboard, mas estamos observando. Dele, eu separei um remix oficial de Spectrum da Florence and The Machine (que ganhou até um vídeo remixado junto, sinta o amor), o novo single pessoal, We’ll Be Coming Back, que a qualquer momento deve explodir nas pistas de dança também e ganhou vídeo hoje, e uma do CD que eu citei aí em cima, Stars Come Out.

Spectrum 
We'll Be Coming Back
Stars Come Out



- David Guetta: por último, a farofa da música eletrônica. Não que eu não goste das músicas dele, muito pelo contrário. Mas me incomoda, e muito, essa gente que coloca o Guetta num pedestal e acha que ele é a nata dos DJ’s. Como disse o Deadmau5 (DJ de verdade) em uma entrevista à Rolling Stone: “David Guetta tem dois iPods e um mixer e ele só toca faixas – tipo, ‘aqui tem uma com o Akon, olha só!’ [...] Ainda há pessoas que só apertam botões ganhando meio milhão. Não que eu não aperte botões. Mas eu aperto muito mais [do que os outros]”. Isso meio que esclarece a parte que me desagrada no Guetta. Agora, não sou idiota de não admitir que ele é um dos grandes motivos de a música eletrônica ter ganhado tanto espaço assim no cenário musical, mesmo com as controvérsias.  Apesar de a maioria das músicas serem parecidas, não são de todo ruim; talvez um fator que me ajude a não gostar delas, seja o fato de que todos os singles se transformam naqueles sucessos que você não consegue mais ouvir porque sempre tem alguém escutando o dia inteiro em algum lugar. De qualquer maneira, é bom quando ele pega um artista “desconhecido” e consegue fazer um super hit, como aconteceu com a Sai e o Kid Cudi. Pra quem ainda não ouviu, tem She Wolf (Falling To Pieces), o novo single dele com a Sai pro relançamento do Nothing But The Beat (ainda não decidi se melhor que Titanium ou não, mas é, no mínimo, tão bom quanto) e Revolver, que é uma das minhas preferidas.
She Wolf (Falling To Pieces)
 Revolver
Se você ainda achou pouco e quer conhecer mais DJ’s/produtores, tem o ótimo Deadmau5 – que já tocou no VMA e brigou com a Madonna por causa da polêmica da apologia às drogas; Jamie XX, da banda The XX e produtor da versão original de Take Care que foi regravada pelo Dranke; Afrojack, namorado da Paris Hilton e responsável pela nova ~~empreitada~~ da socialite na música, além de Tiesto, Steve Aoki e Kaskade.