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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

DÁ O PLAY: Skrillex lança EP e single novo com Ellie Goulding




                Achando que Azealia Banks e Sky Ferreira que eram rápidas no gatilho, vem Skrillex e lança um EP inteiro gravado praticamente em quartos de hotel. O DJ disponibilizou Leaving na sua conta oficial do youtube, com as três faixas na íntegra.
                A primeira delas, The Reason, é algo que até lembra um pouco de Avicii, mas com aquela coisa acelerada do Skrillex, sendo menos "apreciativa" e mais dançante. Da metade em diante vem as ~~aloprações~~ transbordando dubstep, mas sem parecer com algum trabalho antigo, ao contrário a próxima.



                Scary Bolly Dub vem com uma mistura leve de reggae com música eletrônica, e com aquela batidinha que parece ser a assinatura do cara, a partir do 0:30s (Summit e Fucking Die também trazem essa sequência).  



                Com o mesmo nome do EP, a última música é a mais calma e tranquila que eu já ouvi do Skrillex até hoje. Se Leaving supostamente transmite como o DJ está se sentindo ultimamente, eu senti um pouco de dó depois dessa música.



                MAS, aproveitando que estamos falando de Skrillex, foi divulgado ontem o vídeo da música que ele fez em parceria com a ex, Ellie Goulding. Summit está presente no EP anterior do DJ, Bangarang, que eu já falei aqui. O vídeo é todo bem editado, com uma galera jovem em várias situações divertidas e animadas, mas infelizmente sem nada de Ellie aparecer.



                A boa notícia é que, além de Summit e Bittersweet (música dela produzida por ele para a trilha de Amanhecer), a cantora já confirmou que os dois estão envolvidos num projeto novo que deve ser lançado em breve. Torcendo pra que seja um EP só com vocais da Ellie, ou algo do gênero, já que ambas as parcerias dos dois foram ótimas. Enquanto eles não lançam mais material novo, nos contentemos com esse vídeo relativamente novo e meio sem graça.


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

DÁ O PLAY: Ellie Goulding - Halcyon




                Assim como em Lights, Halcyon é um álbum difícil pra você se desapegar. Talvez seja a densidade emocional que as letras apresentam, talvez seja a diversidade de gêneros musicais dentro de um único CD (ou às vezes dentro de uma música só), mas o fato é que esse é um álbum propício para várias situações e sentimentos, daí a dificuldade de escutar outra coisa.



                Halcyon é um álbum sobre, acima de tudo, esperança e, ao mesmo tempo, superação. Ellie agora tomou às rédeas da sua vida e das suas emoções, ou pelo menos é isso o que ela tenta transparecer aqui. E mais, quando ela afirma que não tem medo de cantar sobre suas emoções e de mostrar um lado sombrio dos seus sentimentos, ela tá falando sério. Halcyon muitas vezes se refere à morte, sangue, perdas e coisas “pesadas”, mas ao mesmo tempo em que Ellie cava esse poço emocional, é como se ela fosse encontrando uma luz no final e aprendendo a lidar e aceitar todos esses sentimentos, até superá-los e se sentir bem. O álbum traz um tipo de dor e sofrimento que é bom em vários sentidos, e o melhor deles são as lições de superação que algumas músicas passam, como se houvesse certo tipo de respeito pelo momento de fossa num rompimento, mas mostrando que a hora de "levantar" chega mais cedo ou mais tarde. Um detalhe que torna isso tudo mais interessante é saber que as músicas começaram a ser escritas depois de um rompimento (nem brinca, hein) e terminaram depois que ela já estava junta e apaixonada pelo Skrillex, OU SEJA, tá tudo explicado.
                Agora, não espere encontrar só um tipo de música aqui, porque como eu disse, Ellie não se encaixa num só estilo musical. Ao mesmo tempo em que Halcyon tem o antigo violãozinho dela na maioria das faixas, ele também conta com elementos completamente diferentes, como o dubstep, sintetizadores, pianos, toque de euro dance, instrumentos que surpreendentemente lembram música gospel e outras coisas que eu nem sei identificar. Mas uma coisa é certa em todas as músicas: o grande atrativo é a voz de Goulding, graças à capacidade que ela tem em passar a emoção das letras que canta de uma maneira que te faz sentir o mesmo, capacidade essa que é fundamental na diferenciação entre um cantor bom e um medíocre.

Infelizmente, Ellie ainda não pode ser considerada uma artista tão mainstream assim, mas uma prova de que o sucesso dela vem crescendo de forma exponencial é a participação na soundtrack oficial do último filme da série Twilight (amém que esse é o último), o que coloca a inglesa num patamar onde bandas como Paramore, Muse e Florence and The Machine já estiveram. A publicidade e visibilidade que ela ganhará com isso é um dos fatores pra eu acreditar que no próximo álbum ela chamará ainda mais atenção, transformando Ellie num grande nome em escala mundial e não só no Reino Unido (sim, ela faz sucesso nos EUA, mas nem se compara ao sucesso que ela faz na terra da rainha). Daqui pra frente é só questão de divulgação e pronto.
Tudo isso dito, review track by track aqui embaixo, como de costume. As favoritas tão com um asterisco, mas já vou avisando que gosto de todas e a maioria tá marcada porque não é fácil escolher só uma ou duas:



                - Don't Say A Word: uma perfeita faixa de introdução pra te colocar no clima do resto do álbum. Com vocais bem trabalhados, a música abre com a pergunta: “what if you never said anything?” em meio a sons que te fazem imaginar uma atmosfera etérea, até que começam uns tambores e, a partir daí, o ritmo só vai crescendo. Quando a última parte começa, você sente o tom otimista das palavras dela, em versos como “I'm more alive than I've ever been” e “I've chosen you, but don't say a word”.

               - My Blood: usando metáforas de morte pra poder se referir a um relacionamento que sugou todas as suas energias, Ellie mistura guitarras acústicas com elementos de dance, enquanto a música passa uma mensagem de libertação, que fica evidente enquanto o refrão vai se repetindo e versos como “I'm not dying but I breathe now” evidenciam que, apesar do sofrimento todo, ela agora está 'livre'. Como eu disse, um álbum sobre esperança e essa coisa toda. 

                - Anything Could Happen*: como primeiro single, já lançado há um tempinho, nem preciso explicar muito. O vídeo em si já mostra as ideias de Ellie quanto a anything could happen, e apesar de a maioria das outras músicas terem sido escritas após um término doloroso, essa é a faixa da ~~volta por cima~~ e, vou te falar, tá entre as melhores composições dela.

                - Only You*: uma das mais felizes e divertidas do álbum, cheia de declarações fortes que soam apaixonadas e enraivecidas ao mesmo tempo. Fora os versos inteligentes, o que eu mais gostei foram os "hms-hms" no fundo, diferente do resto do álbum e mostrando onde foi parar a influência que ela buscou na Grimes. Consigo até ver o pessoal de Glee estragando a música no futuro.

                - Halcyon*: a primeira coisa que eu pensei, foi: essa pode ser uma espécie de continuação pra Guns and Horses. Captura perfeitamente a vibe de superação e esperança que eu tinha dito acima e que tá presente no álbum inteiro (nada mais natural do que a faixa-título passar essa ideia, né?). Ao contrário da esperança presente em Joy, onde ela aceita e entra em termos de paz com o fim, aqui ela tem certeza de uma reconciliação e de que o sentimento entre os dois ainda existe (“I know it’s not over, baby I worked this out for sure”), mesmo com a falta de empenho do outro. Acompanhada pelo violão que vai te dizendo com a mesma veracidade que “its gonna be better” em cada repetição da frase.

                - Figure 8**: se me pedissem pra escolher uma faixa que mostrasse a influência do Skrillex no trabalho da Ellie, essa seria a premiada.  Com uso pesado de sintetizadores e dubstep, a cantora coloca o violão de lado e mostra uma necessidade incontrolável de ter a pessoa que ama, perseguindo o amor do outro num loop infinito (pra quem, como eu, não sabia o que é figure 8, é o esse símbolo aqui: ). Mesmo com frases amargas (“Lovers hold on to everything/Others hold on to anything” ou “You promised forever and a day/And then you take it all away”), é definitivamente uma das mais dançantes do álbum, perdendo só pra I Need Your Love. Top top das preferidas também.

                - Joy**: pelo início, você quase pergunta se o nome da música é uma pegadinha do malandro, mas esse é um dos melhores exemplos sobre o clima de ~~superação~~ do álbum. Com a voz terrivelmente emocional na primeira parte, é como se ela mostrasse como se sentiu quando foi abandonada na chuva, bem "far from joy". Incrível como a voz muda completamente e se torna mais forte quando ela “figured out the joy is not in your arms”, mesmo que ela sempre tenha um "coração dolorido". A prova final de ~~força~~  vem no último refrão, quando backing vocals se juntam a ela e a batida fica mais alegre. Pra terminar bem, Ellie solta uns gemidinhos que praticamente dizem: "tô feliz".

                - Hanging On: fiz quando saiu, amigos. A única diferença é que na versão do álbum (ao menos a standard), não tem o rap do Tinie Tempah.

                - Explosions*: um coral no início te transporta pra dentro de uma igreja e, à medida que versos como "I've loved and I've lost" são repetidos, você sente aquela tristeza na voz da Ellie te invadindo, até que a música explode num piano e no grito dela, contando as “explosões do dia em que você  acorda precisando de alguém”. Essa emoção toda se multiplica no último refrão, entonado com fragilidade e um pouco de esperança, depois de metáforas que, de novo, sugerem a morte de alguém (“And as the flood moves in/And your body starts to sink” e “I pray that you’ll find peace of mind”), o que justificaria o coro de igreja no início, né? Sem dúvidas é uma música sobre perdas, sejam elas definitivas (como a morte) ou não, então não adianta esperar mensagem de “melhoras” aqui porque não tem (o último verso é “it will never be the same”), o que deixa essa como uma das melhores baladas do álbum.

                - I Know You Care: também já fiz. Só queria acrescentar algo que descobri  posteriormente: a produção e os backing vocals dessa faixa são assinados pelo Justin Parker (o cara por trás de Video Games e outras tantas da Laninha), então a depressão simples mas bem orquestrada da música já tá justificada.

                - Atlantis: por mais cafona que isso seja (e eu sei que é muito), a voz de Ellie nessa música te faz imaginar uma daquelas sereias mitológicas que encantavam os marinheiros com o canto. Soando absurdamente delicada, ela se declara em versos vulneráveis e apaixonados, deixando impossível que alguém resista a tanto amor jogado na cara assim. Nos versos finais, ela admite a derrota contra o sentimento e se declara uma última vez: “I'm defeated, I'm fooled, I can't help it, you make my heart so helpless”.

                - Dead In The Water*: toda a dor, o lado obscuro e o conforto no sofrimento que ela diz ter sentido enquanto escrevia Halcyon encontram seu ápice nessa música. Aqui não tem mensagem de superação, não tem luz no fim do túnel, não tem como ela fugir do que sente. Com um piano e uma voz que parece beirar o choro, as metáforas dispensam explicações e o sentimento de abandono é inegável. A parte final é mais repleta de melancolia do que as outras, se possível, com uns gritos similares aos de um animal ferido. Com certeza essa é a música mais triste que eu já ouvi dela, e não só desse álbum, mas do Lights também. Recomendo que escondam as cordas, facas e, mais importante, os celulares da casa quando ouvirem.

                - I Need Your Love (Feat. Calvin Harris)**: é ótimo ver como dois artistas geniais, de meios diferentes, conseguem fazer uma música que atenda às expectativas de suas respectivas bases de fãs. Ao mesmo tempo em que você encontra aquelas batidas e aqueles sintetizadores típicos do Calvin Harris, I Need Your Love também tem não só um dedo, mas a mão inteira da Ellie Goulding nas letras. Com versos que mostram uma saudade dominadora (“I've been a stranger ever since we fell apart/ Hold me in your arms again”) o momento épico é o refrão, onde os versos são simples, mas significativos (“I need your love” [...] “When everything's wrong you make it right”) equanto Calvin Harris te manda dançar, fazendo com que você mova no mínimo o pezinho embaixo da cadeira.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

DÁ O PLAY: Ellie Goulding, Kylie Minogue, Lana Del Rey , Ke$ha e Rihanna



                Semana boa é semana de lançamento musical, e essa semana já tem música nova pra deixar qualquer um satisfeito (e olha que terça-fira ainda nem terminou). Sem mais delongas, as quatro “meninas” (Kylie já tem idade pra ser senhora, mas prefiro chama-la de Lady) daí do título lançaram música nova de ontem pra cá e tem pra todos os gostos, desde música-depressão até música pra dançar na balada. Se liga:


Ellie Goulding – I Know You Care


                Ellie divulgou mais uma faixa do Halcyon e essa será trilha do novo filme da Dakota Fanning, Now Is Good. Com um vídeo cheio de cenas do filme, a música é uma balada de amor linda, sem grandes produções além de um piano e um coro ocasional no fundo, dando mais destaque para a voz delicada da cantora. Nela, Goulding se entrega completamento ao outro, em com versos bonitos e vulneráveis (“Please, don’t close your eyes, don’t know where to look without them”) e diz que, apesar da frieza dele (“You were just saving yourselfwhen you hide it”), ela sabe que ele se importa. Por sinal, os gritos e a repetição do “I know you care” no final, como se quisesse convencer a si mesma, são de levantar os cabelinhos do braço.




Kylie MinogueFlower



                Prestes a lançar seu novo álbum, The Abbey Roas Sessions, Kylie estreou Flower, o primeiro single do CD, hoje. The Abbey Road Sessions será uma coletânea lançada pela cantora australiana, onde reunirá os melhores hits dos 25 anos de sua carreira tocados por uma orquestra. Flower é a única música “inédita” (a faixa foi gravada para o álbum X de 2008, mas não passou pela seleção final e acabou entrando pra setlist da turnê do disco, mesmo sem ter sido lançada oficialmente) presente na coletânea e, aqui, Kylie aparece com a voz meiga numa melodia com jeitinho de lovesong apaixonada de uma maneira que chega a ser emocionante, ainda mais com o acompanhamento dos violinos no fundo. O vídeo da música foi dirigido pela própria Kylie e foi filmado todo em preto e branco na Inglaterra.




Lana Del ReyRide



                Com o relançamento do Born To Die chegando, Lana já começou a divulgar o novo single do álbum, Ride, em rádios e programas de entrevistas essa semana. Se mantendo fiel ao clima da primeira versão do CD, Ride já começa com um ar melancólico à medida que Lana vai soltando uns gemidos sombrios e é acompanhada por aquele piano macabro no melhor estilo Video Games. Mas, quando começa aquela voz velada e ao mesmo tempo envolvente da  rainha de Coney Island, você percebe que esse é o single mais triste da cantora desde Video Games (talvez Carmen seja uma ótima concorrente, mas não chega a ganhar e eu prefiro ignorar que ela transformou a música em single com aquele vídeo horroroso). Imagine aquele ritmo fúnebre de VG com uns versos que remetem a Born To Die (“Don’t leave me now/Don’t Say goodbye” poderia ser facilmente substituído por “Don’t make me sad/Don’t make me cry”) e você tem o novo single da Lana. O vídeo, por sinal, já foi filmado em El Lay e deve ser lançado em breve.




Ke$ha – Die Young



                Depois de muito mistério e muita espera, Ke$hinha finalmente começou o seu “comeback” (acho exagero chamar isso de comeback, mas na falta de uma expressão melhor vai isso mesmo). A cantora tinha avisado que ia buscar influências no rock para esse novo álbum, mas, depois de ser cortada pela gravadora, Ke$ha foi obrigada a descartar várias músicas que tinha composto até os executivos ficarem satisfeitos com o resultado. Em Die Young, você percebe que ela lutou pra conseguir esse ~~toque~~ de rock com umas guitarras e uns violões bem misturados com as batidas já clássicas batidas do Dr. Luke. Até a voz de Ke$ha soa mais limpa em alguns momentos, sem o excesso incômodo de autotune, que chegava a estragar outros singles. Com um break cheio de vozes e palminhas de fundo, uma letra que fala sobre aproveitar a vida e esquecer os heartbreaks (“Oh, what a shame you came here with someone”) unidos à ~~inovação~~ dos instrumentos acústicos e, voilá, temos um perfeito single de retorno pra Ke$ha, pra balada e pra gente.




[UPDATE] Rihanna – Diamonds



                Essa música é praticamente um tapa na cara da Rita Ora, uma lição de como usar bem os recursos que lhe são dados. Tomei um susto quando, antes de ouvir, descobri que a música tinha sido produzida pela Sia, mas com essa produção e esses vocais seria impossível não identificar os dedos australianos dela. O bom dessa faixa é ver como a voz de Rihanna mudou e amadureceu desde o último disco, soando completamente diferente de tudo que ela tenha feito até hoje. Em alguns versos a voz dela soa similar à voz da Sia, como nas primeiras linhas do refrão, enquanto em outras partes da música (“Shine bright like a Diamond” logo no início e “When you hold me I’m alive”) é quase como se outra pessoa cantasse com ela. Com um ritmo de pista de dança e uma letra sobre amor perdido, essa é uma faixa perfeita para divulgação dessa nova fase na carreira de Riri que, suspeito eu, será a melhor da cantora de Barbados até hoje. Última coisa: só eu que senti que essa música também foi feita com o Chris Brown em mente? Girl, get over it, enquanto você tá se declarando, ele tá na boite pegando outra (Nicole Scherzinger hey ya). Sad, but true. 





                Em notas aleatórias, a Taylor Swift também lançou música nova, Begin Again, onde ela se reapaixona pelo boy da vida dela; Gwen Stefani e o resto do No Doubt sendo gangsta no vídeo de Push and Shove, lançado hoje de manhã (juro review do álbum até o fim dessa semana, mas com a troca de apto, trabalho, lover e a volta da greve, num tá fácil); a depressão habitual do Bat For Lashes com a bem produzida All Your Gold, que até tenta ser animadinha também é novidade; e, a mais aguardada por moi, Diamonds, novo single da Riri, será lançado amanhã de manhã, então be sure to comeback, nesse mesmo canal, nesse mesmo horário, pra um update nesse post com minha opinião sobre a música.

Obs.: sei que tenho postado pouco, mas agora tenho uma vida universitária com a qual me preocupar, então me perdoem. Em compensação, tô finalizando um especial sobre a carreira da Laninha pra vocês. Fiquem com o vídeo de Push and Shove aqui ecruj cruj tchau tchau.

Obs 2.: não vejo a hora de assistir a esse filme da Dakota. Acho que desde que o Macaulay morreu picado por abelhas em Meu Primeiro Amor que não sinto uma bad assim com um tema.



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

DÁ O PLAY: A vez dos DJ's



                Você provavelmente já ouviu músicas produzidas por eles ou inspiradas neles, alguma participação, algum remix oficial de um artista que você goste, mas nunca ouviu o trabalho pessoal deles. Aqui eu escolhi cinco DJ’s/produtores que têm músicas próprias bacanas e um som melhor ainda, mas são pouco conhecidos. Dá o play.


- Diplo: esse é um dos meus preferidos.  O som de Diplo, de acordo com o próprio, sofre grande influência do funk carioca, vide Bucky Done Gun da M.I.A., que é quase um proibidão (por sinal, ele é responsável pela produção de várias músicas da cantora, com quem ele já foi casado num passado não muito distante). O cara veio ao Brasil ano passado e fez uma reportagem especial e super legal pra Vanity Fair, onde ele explora o lado cultural dos brasileiros e diz (como vários antes dele) se apaixonar pela mescla de sons que existem no país, além de se confessar um fã de Techno brega. Thomas (nome de verdade dele), até chegou a tocar na Fosfobox e comentou que o Rio é o epicentro cultural do Brasil. *palmas* Como se não fosse razão suficiente pra amá-lo, é de autoria dele um dos maiores hits do ano passado, Girls (Run The World) da Beyoncé (e Exageraldo do MC Naldo por tabela). A sample usada na faixa vem da música Pon De Floor, do projeto paralelo que ele comanda, Major Laser. Beyoncé ouviu a música – que começou como uma brincadeira – e logo de cara se apaixonou pelo ritmo e trabalhou em cima dele. Daí pra frente todo mundo já sabe o que aconteceu. A parceria deu tão certo que ele chegou a produzir outra faixa do 4, End Of Time, que quem conhece, ama. Além de DJ, produtor e comandante do Major Lazer (que começou como uma parceria com Switch, mas acabou ficando nas mãos de Diplo), o americano lançou esse ano mais um EP pessoal, o Express Yourself. Pra divulgar o primeiro single de mesmo nome do EP, Diplo lançou uma brinks pelo twitter onde as pessoas fazem a ~~pose~~ do vídeo (pra entender melhor, favor assistir ao vídeo aqui embaixo) e mandam uma foto pra ele com a hashtag #ExpressYourself. Já teve gente do mundo inteiro, tanto homem quanto mulher, participando disso e eu, obviamente, achei a ideia genial e quase mandei uma foto também. Se você ficou curioso, aqui embaixo tem uma música do Express Yourself (Barely Standing, com participações da Sabi e de Datsik), um remix oficial de Circus da Britney e uma que ele produziu (Beat Of My Drum, da Nicola Roberts) pra você ouvir e entender do que eu tô falando, fora a recomendação implícita das que eu já citei aqui em cima.

Express Yourself
Barely Standing
Circus
Beat of My Drum



-Skrillex: vou ser bem sincero e já avisar que Skrillex ou você ama ou você odeia, não tem meio-termo. A especialização do cara é o dubstep, aqueles sons que você tem que saber mexer muito bem pra não criar uma dor de cabeça em quem tá ouvindo. As músicas dele são bem-humoradas (ouça Kill Everybody aqui embaixo pra entender melhor), extremamente dançantes e diferentes da música eletrônica convencional graças ao dubstep. Não sou muito fã dos primeiros EP’s dele, porque eles me parecem meio barulhentos demais - mesmo que algumas músicas sejam ótimas.A questão é que depois que você ouve Bangarang, o EP que ele lançou no ano passado, você fica mal acostumado e espera que o trabalho todo do cara tenha esse nível de qualidade. As músicas são bem diferentes entre si, mas sem fugir da estética pela qual ele ficou conhecido, indo desde um “remix” do The Doors até uma parceria com Ellie Goulding (namorada do sortudo). Sem dúvida, esse EP é a obra-prima do DJ até agora, com o dubstep usado na medida certa, além de faixas que começam despretensiosas e depois passam a ter uma batida alucinante (The Devil’s Den é um dos exemplos). Pra você ouvir, tem Summit (a parceria com Ellie), Breakin’ a Sweat (o remix do The Doors, com trechos de Light My Fire) e Do Da Oliphant, uma das que eu mais gosto do EP My Name Is Skrillex, de 2010.

Summit
Breakin A Sweat
Do Da Oliphant



-Avicii: #6 na lista de DJ’s da DJ Magazine, o sueco Avicii atingiu o topo das paradas europeias no ano passado com o single Levels, que usa uma sample de Something’s Got A Hold On Me da Etta James – a mesma usada para Good Feeling do Flo Rida, que lembra um pouco demais Levels. Sendo bem sincero (de novo), não acho o som do Avicii muito marcante como o do Skrillex ou o do Diplo; as músicas chegam até a me lembrar de uma versão mais “calma” do Calvin Harris, mas ainda assim dançante- talvez pela influência do Daft Punk e do Fatboy Slim. De qualquer forma, marcante ou não, as músicas são boas e dão um sentimento “bom” que eu não sei explicar. O sucesso dele foi tão grande, que o último single, Silhouettes – que eu acho melhor que o Levels – ganhou um remix especial e foi usado na propaganda de jeans da Ralph Lauren. Segue abaixo esse remix, o single Levels e um remix que ele fez de Girl Gone Wild da Madonna.
Silhouettes
Levels
Girl Gone Wild




- Calvin Harris: outro dos meus queridinhos, que eu sou apaixonado desde quando um amigo me apresentou o Ready For The Weekend em 2010. Apesar de já ser um nome conhecido no espaço musical europeu há um tempo, Calvin explodiu nas rádios e no gosto popular depois do sucesso que ele ganhou com a produção de We Found Love da Rihanna (há pouco tempo ele comentou que a música tinha sido descartada por duas popstars antes de a Riri aceitar, agora cê vê, né). E você que acha que foi a primeira vez que ele trabalhou com algum nome do mainstream, tá enganado, porque também é dele a produção de In My Arms, da Kylie Minogue (confesso que não sabia e fiquei chocado quando descobri). Hoje, é quase impossível você ligar o rádio e não escutar uma música dele, seja Feel So Close (que também é usada na propaganda da Samsung SMART TV), Call My Name da Cheryl Cole, ou Where Have You Been, o novo hit da Rihanna que eu não sei por que ainda não chegou ao #1 da Billboard, mas estamos observando. Dele, eu separei um remix oficial de Spectrum da Florence and The Machine (que ganhou até um vídeo remixado junto, sinta o amor), o novo single pessoal, We’ll Be Coming Back, que a qualquer momento deve explodir nas pistas de dança também e ganhou vídeo hoje, e uma do CD que eu citei aí em cima, Stars Come Out.

Spectrum 
We'll Be Coming Back
Stars Come Out



- David Guetta: por último, a farofa da música eletrônica. Não que eu não goste das músicas dele, muito pelo contrário. Mas me incomoda, e muito, essa gente que coloca o Guetta num pedestal e acha que ele é a nata dos DJ’s. Como disse o Deadmau5 (DJ de verdade) em uma entrevista à Rolling Stone: “David Guetta tem dois iPods e um mixer e ele só toca faixas – tipo, ‘aqui tem uma com o Akon, olha só!’ [...] Ainda há pessoas que só apertam botões ganhando meio milhão. Não que eu não aperte botões. Mas eu aperto muito mais [do que os outros]”. Isso meio que esclarece a parte que me desagrada no Guetta. Agora, não sou idiota de não admitir que ele é um dos grandes motivos de a música eletrônica ter ganhado tanto espaço assim no cenário musical, mesmo com as controvérsias.  Apesar de a maioria das músicas serem parecidas, não são de todo ruim; talvez um fator que me ajude a não gostar delas, seja o fato de que todos os singles se transformam naqueles sucessos que você não consegue mais ouvir porque sempre tem alguém escutando o dia inteiro em algum lugar. De qualquer maneira, é bom quando ele pega um artista “desconhecido” e consegue fazer um super hit, como aconteceu com a Sai e o Kid Cudi. Pra quem ainda não ouviu, tem She Wolf (Falling To Pieces), o novo single dele com a Sai pro relançamento do Nothing But The Beat (ainda não decidi se melhor que Titanium ou não, mas é, no mínimo, tão bom quanto) e Revolver, que é uma das minhas preferidas.
She Wolf (Falling To Pieces)
 Revolver
Se você ainda achou pouco e quer conhecer mais DJ’s/produtores, tem o ótimo Deadmau5 – que já tocou no VMA e brigou com a Madonna por causa da polêmica da apologia às drogas; Jamie XX, da banda The XX e produtor da versão original de Take Care que foi regravada pelo Dranke; Afrojack, namorado da Paris Hilton e responsável pela nova ~~empreitada~~ da socialite na música, além de Tiesto, Steve Aoki e Kaskade.  

quinta-feira, 12 de julho de 2012

DÁ O PLAY: Ellie Goulding lança música nova, ouça Hanging On





               Quer uma notícia pra alegrar o seu dia? Ellie Goulding tá fazendo um álbum novo e lançou uma música pra deixar a galere com gostinho de ~quero mais~. Ellie vem trabalhando desde 2010 na divulgação do seu primeiro álbum, o bem-sucedido “Lights”, que depois foi relançado com faixas-bônus sob o nome de “Bright Lights” e conseguiu atrair mais atenção e elogios de crítica para a britânica.


               Depois de alcançar o topo das paradas europeias com seus singles Starry Eyed e Guns and Horses, ela partiu pra divulgação do seu trabalho nas terras do Tio Sam e, obviamente, fez sucesso por lá também. Foi considerada como uma das revelações do ano por vários sites e revistas especializados em música, além de uma das grandes apostas da música britânica. O sucesso de início foi tanto que vários artistas já disseram ser fãs da cantora, como Katy Perry que, na época do lançamento de Teenage Dream, confessou que estava viciada no Lights e não tirava o álbum do repeat (mais tarde Ellie Goulding abriria a turnê de Katy no lugar de Jessie J).

              Ainda não se sabe se Hanging On vai ser mesmo um single do novo álbum ou se é apenas uma faixa de divulgação da “nova jornada” de Ellie, como ela mesma disse. A faixa (que foi disponibilizada gratuitamente online) é um cover do Active Child e difere um pouco do trabalho anterior da cantora (só o começo que lembra um pouquinho Starry Eyed), com letras mais pesadas e uma produção acelerada, cheia de efeitos e dubstep (sem largar o violãozinho no fundo), mas com aquela vozinha aguda da cantora que é a sua marca registrada. Tem gente por aí reclamando da participação de um rapper como Tinie Tempah na música, mas eu, particularmente, adoro uma baladinha com um rap no meio (vide Love The Way You Lie), até pra dar uma vibe mais dançante na música (E.T., alguém?).  Além do quê, não há rapper no mundo que conseguiria estragar a voz de Ellie numa música; quando ela canta “I just can’t keep hanging on to you”, é impossível não sentir a emoção na voz dela.

               Sobre o novo trabalho, já se sabe que Ellie trabalhou com Calvin Harris, então a gente pode esperar um trabalho completamente diferente mesmo (quando eu fiquei sabendo disso não botei muita fé, mas depois do remix que ele fez pra Spectrum da Florence, eu já não julgo).  Pelo menos no quesito “inovação” ninguém vai poder reclamar.
               E aí, só eu que tô muito ansioso pra esse CD sair logo? Bem que ela podia lançar mais músicas avulsas assim, né? Umas 10 ou 15 faixas antes de o álbum sair, quem sabe? (Não custa sonhar, people). No início do post tem um link pro soundcloud da Ellie pra você poder ouvir Hanging On de boa na lagoa.

P.S.: Se você, por algum motivo desconhecido, nunca ouviu falar em Ellie Goulding, eu separei cinco músicas aqui embaixo pra você entender do que eu tô falando. Além do cover sensacional que ela fez de Your Song do Elton John (que ficou melhor que a versão original), ainda tem um cover de Only Girl da Rihanna e meus três singles preferidos dela: Starry Eyed, Guns and Horses e Under The Sheets. Ah!, tem também uma versão fanmade que fizeram de Lights com o instrumental de All Of The Lights do Kanye West que tava rodando pelo tumblr esses dias aí. Dá uma ouvida e me diz se Ellie não é demais ou se é tudo hype inútil.