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sábado, 11 de agosto de 2012

CINEMA: O Que Esperar Quando Você Está Esperando



Após um período de vacas magras, consegui voltar ao cinema essa semana e, apesar de ter visto dois filmes nos últimos dias, resolvi escrever só sobre um por motivos de ainda-não-sei-como-me-sinto em relação ao outro (que foi Bem-Amadas, com Catherine Deneuve e Louis Garrelicious). Pois bem, a história de “O Que Esperar Quando Você Está Esperando” gira em torno de cinco casais no processo de ter um filho e segue até pouco depois de os filhos chegarem ao mundo.
Jennifer Lopez e Rodrigo Santoro dão vida a Holly e Alex, a cota de latinos do filme. Holly tá louca pra adotar um menino, enquanto Alex meio que surta quando descobre que eles conseguiram uma criança antes da data prevista de um ano. A história é uma das mais chatinhas do filme, sem nenhum momento muito engraçado, há não ser talvez pela cena em que a assistente social faz aquela visita constrangedora aos dois. No mais, prefiro J. Lo como diva do pop dançando seminua, porque ela ainda não me convence como atriz, apesar de a química com Rodrigo Santoro ter funcionado direitinho (tirando o sotaque dele que é um pouco irritante).

Diferente de Cameron Diaz (Jules) e Matthew Morrison (Evan), que não me convenceram como casal. Eles vivem dois competidores de um programa tipo Dancing With The Stars que começam a ter um caso durante os ensaios e acabam engravidando. Jules e Adam só sabem discutir e brigar durante 80% do filme, o que provavelmente tem a ver com o fato de que esse é um dos personagens mais chatos da carreira de Cameron. As melhores cenas da atriz no filme são o parto (mas também não é só o dela, todos são hilários), a bolsa estourando no meio do programa e, a melhor, quando ela tenta convencer Gary (Ben Falcone) a parar de comer um sanduíche para não voltar a ficar gordo (ela é tipo uma personal trainer especializada em gordinhos).


E, como eu já toquei no assunto, o núcleo de Gary e Wendy, interpretada pela linda da Elizabeth Banks, é o melhor e mais divertido do filme, com destaque pra ajudante da loja, Janice, que ~~rouba~~ a cena toda hora que abre a boca pra falar algo constrangedor. A parte em que Wendy faz uma leitura na feira infantil, por exemplo, toda sofrida por causa da gravidez já avançada, é daquelas de te fazer tampar a boca de tanto rir e sentir vergonha alheia.


Outro casal que é puro amor são Ramsey (Dannis Quaid) e Skyler (Brooklyn Decker), os “pais” de Gary (Skyler é uma espécie de madrasta bem nova). Os dois casais – Ramsey e Skyler x Gary e Wendy - ficam o filme inteiro num climão de disputa de quem tem a melhor gravidez (exceto por Skyler, que não tem culpa de ser perfeita e só quer se dar bem com todo mundo), e as cenas em que as duas mulheres se encontram são quase sempre hilárias, com Wendy morrendo de inveja da falta de complicações e excesso de dinheiro na gravidez da outra, que parece a Barbie Gestante.  O ápice dessa perfeição, por sinal, é o parto-espirro que ela tem versus o parto-escândalo problemático da outra.


O último casal (e o mais aleatório de todos) é composto pela linda da Anna Kendrick (Rosie) e pelo também lindo Chace Crawford (Marco). Representantes da ala jovem do filme, Rosie engravida por acidente depois de ter se deitado (no capô do carro) com Marco apenas uma vez e depois daquela lenga-lenga de “o que vou fazer”, eles começam a aceitar e a gostar da ideia de ter um filho. O problema é que quase no meio do filme ela tem um aborto espontâneo (ops, spoiler) e os dois meio que ficam perdidos na história, sobrando só um draminha barato pra dar gás até eles terminarem juntos.

Apesar de o foco principal ser os casais, os coadjuvantes do filme são, muitas vezes, mais interessantes que os principais. É assim pelo menos com o clube dos papais, que, advinha?, é formado por um grupo de pais que se encontram pra ~~aliviarem a tensão~~ e não se julgarem. Chris Rock é uma espécie de líder do grupo que idolatra ninguém mais ninguém menos que Davis, interpretado pelo lobão Joe Manganiello. Sinceramente, Davis já aparece sem camisa na primeira cena, fazendo flexão com um braço só e, vou te falar, melhor que isso só em True Blood mesmo. Outra pessoa que aparece no filme pra abrir a boca duas vezes é Cheryl Cole como ela mesma, na cadeira de jurados do programa em que Jules e Evan se conhecem. Imagino que se a Britneyde já tivesse fechado o contrato com o X Factor na época das filmagens do filme, ela teria sido uma escolha melhor, mas quem não tem cão caça com gato, né.



 E é isso. Resumidamente, o filme é uma comédia romântica como outra qualquer, sem algo de super marcante ou especial, exceto pelo apelo que deve ter pra mulheres grávidas e casais que já tiveram filhos. Não é de todo ruim também, porque tirando as piadas batidas, há cenas engraçadas. Como é de se esperar, O Que Esperar Quando você Está Esperando é um daqueles filmes que você assiste pra se distrair sem ter que prestar muita atenção. 


quinta-feira, 26 de julho de 2012

DÁ O PLAY: O vídeo de Cheryl Cole para Under The Sun



                Eu já comentei por aqui que tinha adorado o segundo single da Cheryl Cole, Under The Sun, mas isso foi antes de o vídeo sair. Agora que a música tem coreografia, direção do Anthony Mandler e esse estilo sessentista eu tô mais apaixonado do que antes.


                No clipe, Cheryl aparece toda espevitada e cheia de libido, fumando o cigarro alheio (pecado capital!), subindo no capô dos carros, incomodando a paz sentindo prazer com o sol e seduzindo militares com o canudinho do milk-shake (muito Kellis isso, mas a gente perdoa).  Tudo isso me lembrou um pouquinho de Candyman da Xtina, mas Katy Perry também já usou essa época de inspiração pra Think of You, então não é crédito de ninguém mesmo.


                A única coisa meio off no vídeo é quando o sol ~~vai embora~~ e começam uns flashes num galpão e Cheryl fica se dividindo entre vários homens enquanto eles a amarram com  umas cordas fetichistas (?). Também não capturei a ideia da sequência, mas pelo menos serviu pra mostrar mais o corpão dela no clipe que, diga-se de passagem, chegou até a me lembrar a Laetiitia Casta pela ~~voluptuosidade~~.
                Bem, o vídeo tá aqui pra você assistir e entrar na vibe relax da música. A parada melhora 80% depois da cena do galpão, que é quando começa a coreografia e os militares. Comenta aí o que você achou do decote e da saia coladinha da Cheryl.


domingo, 24 de junho de 2012

DÁ O PLAY - Cheryl Cole, A Million lights



                A Million Lights, terceiro álbum da carreira solo de Cheryl Cole, foi lançado oficialmente esta semana, pra alegria (ou não) dos fãs que já estavam quase morrendo de ansiedade. Depois de muita especulação sobre parcerias e colaborações nas faixas do CD (nomes como Rihanna e Justin Bieber chegaram a ser cogitados), deu pra perceber como Cheryl é uma das queridinhas dos britânicos (talvez a “maior” popstar do país lançada nos últimos anos). Mas, apesar de toda a atenção dada a Cheryl, A Million Lights é, no mínimo, um álbum fraco.
A capa de "A Million Lights", fotografada por Ellen von Unwerth
              A protegida de Will.i.am aparece com um álbum pop urbano, com um excelente time de produtores e compositores (Calvin Harris, Taio Cruz, Lana Del Rey e Alex Da Kid só pra citar os mais famosos), mas erra já na primeira balada do álbum, erro no qual ela insiste em repetir ao longo do CD. O negócio é o seguinte: Cheryl não sabe cantar bem, e não consegue soltar nenhuma daquelas notas poderosas que são necessárias nas músicas que ela escolheu para gravar, o que deixa algumas músicas sofríveis, pra ser bem sincero.  Em contrapartida, a ex-Girls Aloud acerta nas músicas mais dançantes que combinam perfeitamente com o seu tom de voz e que são onde ela consegue se sobressair melhor, já que não é preciso muito esforço para cantá-las.
Cheryl no vídeo de "Call My Name"
              É o exemplo do primeiro single, Call My Name. Produzida por Calvin Harris (depois do sucesso de We Found Love parece que todo mundo tá querendo uma participação com ele, mas isso já era de se esperar), a música foi feita descaradamente para as pistas de dança, com todo aquele apelo sexy e letra pop-chiclete, indo direto pro #1 do iTunes britânico. E era aí que ela deveria ter continuado, fazendo músicas mais dançantes e sem nenhum grande desafio vocal, onde ela pudesse se apresentar com playback sem ter que fazer o resto do mundo sofrer ao escutá-la dando os gritinhos de All Is Fair. E até porque não há problema nenhum em lançar um álbum inteiro sem baladas (Blackout, o melhor CD da carreira de Britney Spears, taí pra provar isso).

                Falando sério, e sem nada pessoal contra ou a favor de Cheryl: o disco não é ótimo, mas também não é péssimo. Como eu já disse, só as baladinhas que deixam a desejar. Como um álbum pop, A Million Lights cumpre o seu papel, mas não chega a ser um marco ou um disco que você precise ouvir inteiro.  Abaixo tem uma mini-review de música por música pra vocês saberem quais que valem a pena baixar e quais que você pode deixar de lado: