Com
essa coisa de as revistas estarem sempre um passo a frente de tudo, a Harper’s
Bazaar já divulgou a capa de fevereiro e eis que JLo é a estrela. Já comentei
aqui e reclamei muitas vezes que tava ficando patético esse revezamento Terry
Richardson/Camilla Akrans pra fazerem as capas da revista, mas retiro o que
disse.
Depois
daquela capa entediante com a Taylor Swift pra edição de janeiro (fotografada
por Paola Kudacki), vem essa tal de Katja Rahlwes com esse ensaio desastroso
pra piorar a situação. A capa com Jennifer Lopez, que até ficou aceitável
(minha teoria é de que cortaram a foto original pra focarem no rosto), vem com
esses tons de laranja, idênticos aos da que foi estrelada por Nicole Kidman.
Isso só reforça a ideia inicial: o orçamento tava baixo, não deu pra chamar
Terry Richardson e convidaram alguém que topasse fazer um trabalho parecido por
um preço menor. Tentando ser justo, o uso do laranja pode ter sido escolha da
editora, então dá pra relevar.
capa ~~meh~~ com a Taylor Swift
novembro x fevereiro
O inaceitável
mesmo são as fotos do recheio da revista. É tanta coisa ruim que eu não consigo
decidir o que é pior: o péssimo enquadramento, as expressões desconfortáveis da
Jennifer, o photoshop mal aplicado na pele dela, o mau uso do cenário ou a
cópia descarada do estilo do Terry.
ângulos e enquadramentos mal trabalhados
à dir., Jennifer com cara de quem tá sentindo o fracasso do ensaio
Kate fotografada por Terry Richardson para a edição de junho/julho x Jennifer: cores e flash direto
Fico
até com uma dor no peito em admitir isso, mas voltem com ao revezamento antigo,
por favor. Apesar de as fotos do Terry serem quase todas iguais, pelo menos não
parecem trabalho de amador. E ah, uma das coisas legais que J. Lo contou na entrevista é que ela até hoje tem aquele Versace famosíssimo usado por ela no Grammy de 2000 (sim, o do decote gigante), o mesmo que depois se tornou um dos vestidos mais memoráveis (se não "o") da carreira da cantora e da moda recente como um todo.
Após um período de vacas magras,
consegui voltar ao cinema essa semana e, apesar de ter visto dois filmes nos
últimos dias, resolvi escrever só sobre um por motivos de ainda-não-sei-como-me-sinto
em relação ao outro (que foi Bem-Amadas, com Catherine Deneuve e Louis
Garrelicious). Pois bem, a história de “O
Que Esperar Quando Você Está Esperando” gira em torno de cinco casais no
processo de ter um filho e segue até pouco depois de os filhos chegarem ao
mundo.
Jennifer Lopez e Rodrigo Santoro
dão vida a Holly e Alex, a cota de latinos do filme. Holly tá louca pra adotar
um menino, enquanto Alex meio que surta quando descobre que eles conseguiram
uma criança antes da data prevista de um ano. A história é uma das mais
chatinhas do filme, sem nenhum momento muito engraçado, há não ser talvez pela
cena em que a assistente social faz aquela visita constrangedora aos dois. No
mais, prefiro J. Lo como diva do pop dançando seminua, porque ela ainda não me
convence como atriz, apesar de a química com Rodrigo Santoro ter funcionado
direitinho (tirando o sotaque dele que é um pouco irritante).
Diferente de Cameron Diaz (Jules)
e Matthew Morrison (Evan), que não me convenceram como casal. Eles vivem dois
competidores de um programa tipo Dancing
With The Stars que começam a ter um caso durante os ensaios e acabam
engravidando. Jules e Adam só sabem discutir e brigar durante 80% do filme, o
que provavelmente tem a ver com o fato de que esse é um dos personagens mais
chatos da carreira de Cameron. As melhores cenas da atriz no filme são o parto
(mas também não é só o dela, todos são hilários), a bolsa estourando no meio do
programa e, a melhor, quando ela tenta convencer Gary (Ben Falcone) a parar de
comer um sanduíche para não voltar a ficar gordo (ela é tipo uma personal
trainer especializada em gordinhos).
E, como eu já toquei no assunto, o
núcleo de Gary e Wendy, interpretada pela linda da Elizabeth Banks, é o melhor
e mais divertido do filme, com destaque pra ajudante da loja, Janice, que ~~rouba~~
a cena toda hora que abre a boca pra falar algo constrangedor. A parte em que
Wendy faz uma leitura na feira infantil, por exemplo, toda sofrida por causa da
gravidez já avançada, é daquelas de te fazer tampar a boca de tanto rir e
sentir vergonha alheia.
Outro casal que é puro amor são Ramsey
(Dannis Quaid) e Skyler (Brooklyn Decker), os “pais” de Gary (Skyler é uma
espécie de madrasta bem nova). Os dois casais – Ramsey e Skyler x Gary e Wendy
- ficam o filme inteiro num climão de disputa de quem tem a melhor gravidez (exceto
por Skyler, que não tem culpa de ser perfeita e só quer se dar bem com todo
mundo), e as cenas em que as duas mulheres se encontram são quase sempre
hilárias, com Wendy morrendo de inveja da falta de complicações e excesso de
dinheiro na gravidez da outra, que parece a Barbie Gestante. O ápice dessa perfeição, por sinal, é o
parto-espirro que ela tem versus o parto-escândalo problemático da outra.
O último casal (e o mais aleatório
de todos) é composto pela linda da Anna Kendrick (Rosie) e pelo também lindo
Chace Crawford (Marco). Representantes da ala jovem do filme, Rosie engravida
por acidente depois de ter se deitado (no capô do carro) com Marco apenas uma
vez e depois daquela lenga-lenga de “o que vou fazer”, eles começam a aceitar e
a gostar da ideia de ter um filho. O problema é que quase no meio do filme ela
tem um aborto espontâneo (ops, spoiler) e os dois meio que ficam perdidos na
história, sobrando só um draminha barato pra dar gás até eles terminarem
juntos.
Apesar de o foco principal ser os
casais, os coadjuvantes do filme são, muitas vezes, mais interessantes que os
principais. É assim pelo menos com o clube dos papais, que, advinha?, é formado
por um grupo de pais que se encontram pra ~~aliviarem a tensão~~ e não se
julgarem. Chris Rock é uma espécie de líder do grupo que idolatra ninguém mais
ninguém menos que Davis, interpretado pelo lobão Joe Manganiello. Sinceramente,
Davis já aparece sem camisa na primeira cena, fazendo flexão com um braço só e,
vou te falar, melhor que isso só em True Blood mesmo. Outra pessoa que aparece
no filme pra abrir a boca duas vezes é Cheryl Cole como ela mesma, na cadeira
de jurados do programa em que Jules e Evan se conhecem. Imagino que se a
Britneyde já tivesse fechado o contrato com o X Factor na época das
filmagens do filme, ela teria sido uma escolha melhor, mas quem não tem cão
caça com gato, né.
E é isso. Resumidamente, o filme é uma comédia
romântica como outra qualquer, sem algo de super marcante ou especial, exceto
pelo apelo que deve ter pra mulheres grávidas e casais que já tiveram filhos.
Não é de todo ruim também, porque tirando as piadas batidas, há cenas
engraçadas. Como é de se esperar, O Que Esperar Quando você Está Esperando é um
daqueles filmes que você assiste pra se distrair sem ter que prestar muita
atenção.