AMEM FASHION

Moda, estilo, comportamento, tendências e tudo mais que tiver hype.

DÁ O PLAY

Reviews de álbuns, vídeos, faixas avulsas, singles, cantores e tudo que seja consumível com o ouvido.

CONTROLE REMOTO

TV: episódios, estreias, especiais, finais de temporada, TV brasileira e ainda tem mais.

TÁ NA BANCA'

As melhores revistas do mês (ou da temporada, ou do ano) e o que faz delas tão "especiais".

CINEMA

Filmes em cartaz, trailers, festivais de cinema, DVD's e especiais.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

TÁ NA BANCA: The September Issues - 2012



                Finalmente chegou! O “janeiro” da moda tá aí, e todas as revistas prepararam algo de especial pra edição de setembro, como de costume. Como todas as publicações têm, basicamente, o mesmo foco – as novas tendências do outono/inverno – é divertido ver como as manchetes são todas parecidas de alguma maneira: “fall fashion for all”, “fall fashion now”, “fall’s new make-up”, “new-season trends” e por aí vai. Surpreendentemente, se eu fosse comprar alguma delas só pelo interesse nas novas tendências e nas roupas do outono, seria a Bazaar inglesa pelo subtítulo que já dá um gostinho de o que você precisa saber e te deixa curioso do tipo “que cores que eu tenho que usar?” “quais são os formatos” “de que detalhes eles tão falando?”.


Todas as revistas também chamam atenção pro tamanho do fashion issue, mas coitadas, nem se comparam a Vogue americana, que bateu seu próprio recorde esse ano (que era da edição de setembro de 2007 com a Sienna Miller na capa e 840 páginas de recheio) e conseguiu juntar 916 páginas. Vou te falar, a “bíblia” pesa mais que meu computador na mochila.


                Outra coisa que dá pra reparar é o uso do rosa nas capas e nos editoriais. Praticamente todas as revistas tão apostando na cor, e a Glamour brasileira tem até uma chamada dizendo que o “pink é o novo preto”, fazendo eco à Bazaar americana que vem com a Gwen Stefani vestindo um chapéu Alexis Mabillerosa e a frase “Think Pink” no canto.



                Na parte de editoriais, a Vogue americana de novo tá ganhando (por enquanto). Anninha caprichou na edição e colocou fotos dignas de exposição nas páginas. Além de outra parceria entre Natalia Vodianova e Annie Leibovitz (que já fizeram um editorial maravilhoso inspirado em Alice no País das Maravilhas), ainda tem um ensaio assinado por Steven Klein; um feito pelo Mario Testino com a Stella Tenant fotografada no Peru, país de origem do fotógrafo e onde ele inaugurou há pouco tempo uma espécie de museu/galeria; um editorial maravilhoso sobre as pessoas que influenciaram a geração de alguma maneira, desde designers a cantores, modelos e atrizes, todos fotografados por Norman Jen Roy;  e, claro, o editorial principal, com a Gaga fotografada por Mert Alas e Marcus Piggott, usando um vestido desenhado por Marc Jacobs especialmente para a capa da publicação e inspirado no vestido que apareceu na primeira capa da revista. Não preciso então de explicar por que eu tive que comprar essa revista, né?

Daria Werbowy, Kate Moss e Lara Stone por Mert e Marcus para a nova era da Vogue Paris

                Uma coisa que eu não posso deixar passar: a Vogue francesa aproveitou o hype do mês e mudou grande parte do layout da revista, desde a fonte até às seções do interior. A desculpa dada é que assim eles se aproximam mais do conceito da “Parisienne”, porque a Vogue francesa é a única a carregar o nome de uma cidade – Paris – e não de um país. Óbvio que isso é a Emanuelle Alt querendo marcar uma nova  ~~era~~ da revista e apagar os traços da Carine Roitfeld. O que eu acho? Que a Emanuelle ainda tem que comer muito feijão enlatado pra ter metade da visão da Carine.
                Aqui embaixo eu coloquei um pouco dos editoriais que mais me chamaram a atenção de todas as revistas, desde Miranda Kerr nua à Linda Evangelista por Steven Klein na W, passando pelas Vogues e pela Elle, fora as outras capas que eu não botei em cima. Eu sei que é muita coisa, mas setembro é o primeiro natal do ano se considerarmos os editoriais que a gente “ganha de presente”, então vale a pena. Respira fundo e passa o olho aí, depois me diz qual que você mais gostou e se tem algum que você viu/ouviu falar e tá faltando. (para ver as imagens maiores, é só clicar em cima)

(Gwen Stefani por Terry Richardson - Bazaar US)

(Linda Evangelista por Steven Klein - W)
(Lindsey Wixson por Inez e Vinoodh - Vogue Japan)
(Keira Knightley por Ellen von Unwerth - Bazaar UK)
(Victoria Beckham por Pamela Hansen - Glamour)


(Natalia Vodianova por Annie Leibovitz - Vogue US)





(The Vogue 120: Florence Welch; Jennifer Lawrence; Karen Elson, Sarah Burton, Stella Tenant, Stella McCartney e Claudia Schiffer; Karlie Kloss, Liu Wen, Arizona Muse e Joan Smalls; Diane Kruger e Raf Simons; todos por Norman Jean Roy)
(Stella Tennant por Mario Testino - Vogue US)
 (Lady Gaga por Mert e Marcus - Vogue US)

 (Penélope Cruz por Mert e Marcus - W)
(Barbara Palvin por Terry Richardson - Bazaar)

(Miranda Kerr por Terry Richardson - Bazaar)




Nicole promovendo o filme The Paperboy, clicada por Mario Testino




 também para a V, um ensaio especial com a querida da Kim Kardashian fotografada por Nick Knight


editorial da capa de setembro da Interview, com Emma Stone fotografada por Mikael Jansson

Patrycja Gardygajlo por Marcin Tyszka - Vogue portuguesa
 Ymre Stiekema por Paul Bellaart - Vogue Holanda

 Vogue Chinea com um time de supermodels que inclui Lindsey Wixson e Liu Wen, todas por Inez e Vinoodh
 Selena Gomez na Teen Vogue
 Daisy Lowe para a Instyle UK
 Karlie Kloss (que já ganhou a capa inglesa) por Mikael Jansson para a versão japonesa
Arizona Muse para Vogue Korea
Vogue russa com Natalia Vodianova por Mario Testino
Vogue alemã: Salma Hayek por Alexi Lubomirski

Carmen Kass na Vogue Mexico
 Capa por Miguel Reveriego
Coco Rocha na Elle Korea

 (Nicole Kidman pagando bochechinha pra Mario Testino na V Magazine)

Emma Stone mostrando que ainda tá na crista do hype e saindo na edição de setembro da Interview

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

AMEN FASHION: O desfile de encerramento das Olimpíadas de 2012


               As Olimpíadas, infelizmente, acabaram ontem. Mas, assim como na abertura, o povo da Rainha Elizabeth caprichou na cerimônia e, além de shows que foram de Jessie J a Spice Girls e Annie Lennox, resolveu homenagear também os grandes nomes da moda do país. Com designers, modelos e fotógrafos ingleses, os pouco mais de 3 minutos dedicados ao mundo fashion fizeram bonito.


               Ao som de Fashion, do David Bowie (a mesma usada pra divulgar a Fashion’s Night Out com o pessoal de Glee, no ano passado), supermodelos inglesas subiram ao palco e desfilaram com vestidos dourados inspirados nas medalhas de ouro das olimpíadas, assinados por nomes como Vivienne Westwood, Alexander McQueen, Victoria Beckham e Jonathan Saunders. As modelos escolhidas não poderiam ter sido melhores: Naomi Campbell (que tava com cabelo no desfile), Kate Moss, Georgia May Jagger, Lily Cole, Lily Donaldson, Karen Elson e, o único homem representando, David Gandy. As modelos saíram de dentro de outdoors gigantes com as fotos delas tiradas por Nick Knight um ensaio especial para as Olimpíadas e que já tinha sido mostrado na Vogue UK de setembro.Detalhe pra ~~presença~~ da Kate quando ela sai do oudoor e pra Georgia dançando toda alegrinha e descontraída. 
 (Georgia de Victoria Beckham; Naomi de McQueen e Jourdan Dunn de Jonathan Saunders) 
 (Kate na esquerda; Lily Cole de Erdem, na direita)
(Lily Donaldson de Vivienne Westwood e Kate de McQueen)
                No finalzinho da cerimônia, Alessandra Ambrósio entrou no palco pra representar as nossas modelos e, vou te falar, achei um bem-feito maravilhoso não terem escolhido a escrota da Gisele. Tá que ela é uma ótima modelo, mas acho o pior exemplo de patriotismo possível, com essa história de “lar é onde está nosso coração e meu coração está em NY”. Então que represente Nova York.

                Aqui tem o vídeo que a Record transmitiu do momento (reparem no narrador chamando a Georgia Jagger de Lily Cole – deprimente) e abaixo o ensaio feito por Nick Knight pra Vogue.
(Quem será que vão escolher pra representar o Brasil, hein? Adriana Lima, Ana Beatriz, Thairine Garcia, Aline Weber, Ana Claudia Michels... quem mais? É esperar pra ver. Rejoice!)











DÁ O PLAY: A vez dos DJ's



                Você provavelmente já ouviu músicas produzidas por eles ou inspiradas neles, alguma participação, algum remix oficial de um artista que você goste, mas nunca ouviu o trabalho pessoal deles. Aqui eu escolhi cinco DJ’s/produtores que têm músicas próprias bacanas e um som melhor ainda, mas são pouco conhecidos. Dá o play.


- Diplo: esse é um dos meus preferidos.  O som de Diplo, de acordo com o próprio, sofre grande influência do funk carioca, vide Bucky Done Gun da M.I.A., que é quase um proibidão (por sinal, ele é responsável pela produção de várias músicas da cantora, com quem ele já foi casado num passado não muito distante). O cara veio ao Brasil ano passado e fez uma reportagem especial e super legal pra Vanity Fair, onde ele explora o lado cultural dos brasileiros e diz (como vários antes dele) se apaixonar pela mescla de sons que existem no país, além de se confessar um fã de Techno brega. Thomas (nome de verdade dele), até chegou a tocar na Fosfobox e comentou que o Rio é o epicentro cultural do Brasil. *palmas* Como se não fosse razão suficiente pra amá-lo, é de autoria dele um dos maiores hits do ano passado, Girls (Run The World) da Beyoncé (e Exageraldo do MC Naldo por tabela). A sample usada na faixa vem da música Pon De Floor, do projeto paralelo que ele comanda, Major Laser. Beyoncé ouviu a música – que começou como uma brincadeira – e logo de cara se apaixonou pelo ritmo e trabalhou em cima dele. Daí pra frente todo mundo já sabe o que aconteceu. A parceria deu tão certo que ele chegou a produzir outra faixa do 4, End Of Time, que quem conhece, ama. Além de DJ, produtor e comandante do Major Lazer (que começou como uma parceria com Switch, mas acabou ficando nas mãos de Diplo), o americano lançou esse ano mais um EP pessoal, o Express Yourself. Pra divulgar o primeiro single de mesmo nome do EP, Diplo lançou uma brinks pelo twitter onde as pessoas fazem a ~~pose~~ do vídeo (pra entender melhor, favor assistir ao vídeo aqui embaixo) e mandam uma foto pra ele com a hashtag #ExpressYourself. Já teve gente do mundo inteiro, tanto homem quanto mulher, participando disso e eu, obviamente, achei a ideia genial e quase mandei uma foto também. Se você ficou curioso, aqui embaixo tem uma música do Express Yourself (Barely Standing, com participações da Sabi e de Datsik), um remix oficial de Circus da Britney e uma que ele produziu (Beat Of My Drum, da Nicola Roberts) pra você ouvir e entender do que eu tô falando, fora a recomendação implícita das que eu já citei aqui em cima.

Express Yourself
Barely Standing
Circus
Beat of My Drum



-Skrillex: vou ser bem sincero e já avisar que Skrillex ou você ama ou você odeia, não tem meio-termo. A especialização do cara é o dubstep, aqueles sons que você tem que saber mexer muito bem pra não criar uma dor de cabeça em quem tá ouvindo. As músicas dele são bem-humoradas (ouça Kill Everybody aqui embaixo pra entender melhor), extremamente dançantes e diferentes da música eletrônica convencional graças ao dubstep. Não sou muito fã dos primeiros EP’s dele, porque eles me parecem meio barulhentos demais - mesmo que algumas músicas sejam ótimas.A questão é que depois que você ouve Bangarang, o EP que ele lançou no ano passado, você fica mal acostumado e espera que o trabalho todo do cara tenha esse nível de qualidade. As músicas são bem diferentes entre si, mas sem fugir da estética pela qual ele ficou conhecido, indo desde um “remix” do The Doors até uma parceria com Ellie Goulding (namorada do sortudo). Sem dúvida, esse EP é a obra-prima do DJ até agora, com o dubstep usado na medida certa, além de faixas que começam despretensiosas e depois passam a ter uma batida alucinante (The Devil’s Den é um dos exemplos). Pra você ouvir, tem Summit (a parceria com Ellie), Breakin’ a Sweat (o remix do The Doors, com trechos de Light My Fire) e Do Da Oliphant, uma das que eu mais gosto do EP My Name Is Skrillex, de 2010.

Summit
Breakin A Sweat
Do Da Oliphant



-Avicii: #6 na lista de DJ’s da DJ Magazine, o sueco Avicii atingiu o topo das paradas europeias no ano passado com o single Levels, que usa uma sample de Something’s Got A Hold On Me da Etta James – a mesma usada para Good Feeling do Flo Rida, que lembra um pouco demais Levels. Sendo bem sincero (de novo), não acho o som do Avicii muito marcante como o do Skrillex ou o do Diplo; as músicas chegam até a me lembrar de uma versão mais “calma” do Calvin Harris, mas ainda assim dançante- talvez pela influência do Daft Punk e do Fatboy Slim. De qualquer forma, marcante ou não, as músicas são boas e dão um sentimento “bom” que eu não sei explicar. O sucesso dele foi tão grande, que o último single, Silhouettes – que eu acho melhor que o Levels – ganhou um remix especial e foi usado na propaganda de jeans da Ralph Lauren. Segue abaixo esse remix, o single Levels e um remix que ele fez de Girl Gone Wild da Madonna.
Silhouettes
Levels
Girl Gone Wild




- Calvin Harris: outro dos meus queridinhos, que eu sou apaixonado desde quando um amigo me apresentou o Ready For The Weekend em 2010. Apesar de já ser um nome conhecido no espaço musical europeu há um tempo, Calvin explodiu nas rádios e no gosto popular depois do sucesso que ele ganhou com a produção de We Found Love da Rihanna (há pouco tempo ele comentou que a música tinha sido descartada por duas popstars antes de a Riri aceitar, agora cê vê, né). E você que acha que foi a primeira vez que ele trabalhou com algum nome do mainstream, tá enganado, porque também é dele a produção de In My Arms, da Kylie Minogue (confesso que não sabia e fiquei chocado quando descobri). Hoje, é quase impossível você ligar o rádio e não escutar uma música dele, seja Feel So Close (que também é usada na propaganda da Samsung SMART TV), Call My Name da Cheryl Cole, ou Where Have You Been, o novo hit da Rihanna que eu não sei por que ainda não chegou ao #1 da Billboard, mas estamos observando. Dele, eu separei um remix oficial de Spectrum da Florence and The Machine (que ganhou até um vídeo remixado junto, sinta o amor), o novo single pessoal, We’ll Be Coming Back, que a qualquer momento deve explodir nas pistas de dança também e ganhou vídeo hoje, e uma do CD que eu citei aí em cima, Stars Come Out.

Spectrum 
We'll Be Coming Back
Stars Come Out



- David Guetta: por último, a farofa da música eletrônica. Não que eu não goste das músicas dele, muito pelo contrário. Mas me incomoda, e muito, essa gente que coloca o Guetta num pedestal e acha que ele é a nata dos DJ’s. Como disse o Deadmau5 (DJ de verdade) em uma entrevista à Rolling Stone: “David Guetta tem dois iPods e um mixer e ele só toca faixas – tipo, ‘aqui tem uma com o Akon, olha só!’ [...] Ainda há pessoas que só apertam botões ganhando meio milhão. Não que eu não aperte botões. Mas eu aperto muito mais [do que os outros]”. Isso meio que esclarece a parte que me desagrada no Guetta. Agora, não sou idiota de não admitir que ele é um dos grandes motivos de a música eletrônica ter ganhado tanto espaço assim no cenário musical, mesmo com as controvérsias.  Apesar de a maioria das músicas serem parecidas, não são de todo ruim; talvez um fator que me ajude a não gostar delas, seja o fato de que todos os singles se transformam naqueles sucessos que você não consegue mais ouvir porque sempre tem alguém escutando o dia inteiro em algum lugar. De qualquer maneira, é bom quando ele pega um artista “desconhecido” e consegue fazer um super hit, como aconteceu com a Sai e o Kid Cudi. Pra quem ainda não ouviu, tem She Wolf (Falling To Pieces), o novo single dele com a Sai pro relançamento do Nothing But The Beat (ainda não decidi se melhor que Titanium ou não, mas é, no mínimo, tão bom quanto) e Revolver, que é uma das minhas preferidas.
She Wolf (Falling To Pieces)
 Revolver
Se você ainda achou pouco e quer conhecer mais DJ’s/produtores, tem o ótimo Deadmau5 – que já tocou no VMA e brigou com a Madonna por causa da polêmica da apologia às drogas; Jamie XX, da banda The XX e produtor da versão original de Take Care que foi regravada pelo Dranke; Afrojack, namorado da Paris Hilton e responsável pela nova ~~empreitada~~ da socialite na música, além de Tiesto, Steve Aoki e Kaskade.  

sábado, 11 de agosto de 2012

CINEMA: O Que Esperar Quando Você Está Esperando



Após um período de vacas magras, consegui voltar ao cinema essa semana e, apesar de ter visto dois filmes nos últimos dias, resolvi escrever só sobre um por motivos de ainda-não-sei-como-me-sinto em relação ao outro (que foi Bem-Amadas, com Catherine Deneuve e Louis Garrelicious). Pois bem, a história de “O Que Esperar Quando Você Está Esperando” gira em torno de cinco casais no processo de ter um filho e segue até pouco depois de os filhos chegarem ao mundo.
Jennifer Lopez e Rodrigo Santoro dão vida a Holly e Alex, a cota de latinos do filme. Holly tá louca pra adotar um menino, enquanto Alex meio que surta quando descobre que eles conseguiram uma criança antes da data prevista de um ano. A história é uma das mais chatinhas do filme, sem nenhum momento muito engraçado, há não ser talvez pela cena em que a assistente social faz aquela visita constrangedora aos dois. No mais, prefiro J. Lo como diva do pop dançando seminua, porque ela ainda não me convence como atriz, apesar de a química com Rodrigo Santoro ter funcionado direitinho (tirando o sotaque dele que é um pouco irritante).

Diferente de Cameron Diaz (Jules) e Matthew Morrison (Evan), que não me convenceram como casal. Eles vivem dois competidores de um programa tipo Dancing With The Stars que começam a ter um caso durante os ensaios e acabam engravidando. Jules e Adam só sabem discutir e brigar durante 80% do filme, o que provavelmente tem a ver com o fato de que esse é um dos personagens mais chatos da carreira de Cameron. As melhores cenas da atriz no filme são o parto (mas também não é só o dela, todos são hilários), a bolsa estourando no meio do programa e, a melhor, quando ela tenta convencer Gary (Ben Falcone) a parar de comer um sanduíche para não voltar a ficar gordo (ela é tipo uma personal trainer especializada em gordinhos).


E, como eu já toquei no assunto, o núcleo de Gary e Wendy, interpretada pela linda da Elizabeth Banks, é o melhor e mais divertido do filme, com destaque pra ajudante da loja, Janice, que ~~rouba~~ a cena toda hora que abre a boca pra falar algo constrangedor. A parte em que Wendy faz uma leitura na feira infantil, por exemplo, toda sofrida por causa da gravidez já avançada, é daquelas de te fazer tampar a boca de tanto rir e sentir vergonha alheia.


Outro casal que é puro amor são Ramsey (Dannis Quaid) e Skyler (Brooklyn Decker), os “pais” de Gary (Skyler é uma espécie de madrasta bem nova). Os dois casais – Ramsey e Skyler x Gary e Wendy - ficam o filme inteiro num climão de disputa de quem tem a melhor gravidez (exceto por Skyler, que não tem culpa de ser perfeita e só quer se dar bem com todo mundo), e as cenas em que as duas mulheres se encontram são quase sempre hilárias, com Wendy morrendo de inveja da falta de complicações e excesso de dinheiro na gravidez da outra, que parece a Barbie Gestante.  O ápice dessa perfeição, por sinal, é o parto-espirro que ela tem versus o parto-escândalo problemático da outra.


O último casal (e o mais aleatório de todos) é composto pela linda da Anna Kendrick (Rosie) e pelo também lindo Chace Crawford (Marco). Representantes da ala jovem do filme, Rosie engravida por acidente depois de ter se deitado (no capô do carro) com Marco apenas uma vez e depois daquela lenga-lenga de “o que vou fazer”, eles começam a aceitar e a gostar da ideia de ter um filho. O problema é que quase no meio do filme ela tem um aborto espontâneo (ops, spoiler) e os dois meio que ficam perdidos na história, sobrando só um draminha barato pra dar gás até eles terminarem juntos.

Apesar de o foco principal ser os casais, os coadjuvantes do filme são, muitas vezes, mais interessantes que os principais. É assim pelo menos com o clube dos papais, que, advinha?, é formado por um grupo de pais que se encontram pra ~~aliviarem a tensão~~ e não se julgarem. Chris Rock é uma espécie de líder do grupo que idolatra ninguém mais ninguém menos que Davis, interpretado pelo lobão Joe Manganiello. Sinceramente, Davis já aparece sem camisa na primeira cena, fazendo flexão com um braço só e, vou te falar, melhor que isso só em True Blood mesmo. Outra pessoa que aparece no filme pra abrir a boca duas vezes é Cheryl Cole como ela mesma, na cadeira de jurados do programa em que Jules e Evan se conhecem. Imagino que se a Britneyde já tivesse fechado o contrato com o X Factor na época das filmagens do filme, ela teria sido uma escolha melhor, mas quem não tem cão caça com gato, né.



 E é isso. Resumidamente, o filme é uma comédia romântica como outra qualquer, sem algo de super marcante ou especial, exceto pelo apelo que deve ter pra mulheres grávidas e casais que já tiveram filhos. Não é de todo ruim também, porque tirando as piadas batidas, há cenas engraçadas. Como é de se esperar, O Que Esperar Quando você Está Esperando é um daqueles filmes que você assiste pra se distrair sem ter que prestar muita atenção. 


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

CONTROLE REMOTO: The Newsroom – os episódios 4, 5 e 6 mostram o alcance do poder de Leona



                Na última review, eu fechei o post questionando o que seria feito do News Night depois das exigências de Leona. Pois bem, chegou a hora de fazer um balanço do que acontece nos três episódios que se seguem a essas demandas.

Will x Nina
                Jane Fonda, infelizmente, não aparece de novo fazendo carão. Mas nem por isso a gente deixa de sentir a presença de Leona: ela prometeu e cumpriu. Já que Charlie e Will resolveram fazer o que bem entendem do Newsnight, ela vem toda armada como se fosse uma força invisível, atacando o âncora com dezenas de histórias inventadas e tiradas fora de contexto, transformando o cara numa figura desmoralizada publicamente, para depois poder tirá-lo do ar. Apesar de ter o rosto estampado diariamente nos tabloides e page six da vida, Will só resolve se render quando o alvo sai das costas dele e vai parar nas de Mac. Pelo menos, essa era a ideia. Ao se encontrar com a editora do tabloide, Nina Howard, para combinar os termos da extorsão à qual ele cederia para ela parar de publicar as histórias, Nina começa a ~~cantar de galo~~ pra cima dele e se fode lindamente. Ao se considerar tão jornalista quanto Will, a coitada entrou numa briga que ela não gostaria de ter entrado; depois de tomar um esporro colossal de McAvoy, ele deixa a história bem clara: nada de ceder a chantagem nenhuma e, se a fofoqueira ousasse voltar a perseguir ele ou alguém do seu staff, ela estaria destruída. Fim da história pra Nina. Pelo menos a gente tira uma lição disso, pessoinhas: contexto é a palavra-chave pra qualquer história de tabloide ou quote que vocês ouvirem por aí. Moving on.

               Uma coisa boa saiu dessa caça às bruxas contra o Will: Mackenzie tá na pista de novo. Depois de descobrir que seu peguete só queria usá-la pra ganhar publicidade na sua campanha eleitoral, a jornalista o dispensa dignamente e volta à pixta pra negócio. Apesar de nenhum avanço prático ter sido feito entre ela e Will, a gente já sabe que os dois devem ficar juntos pelo menos até o fim dessa temporada (eu espero que antes, mas como eles não deram nem um beijinho até agora, há chances de que demore mais do que o normal). Depois da cena em que Will admite ter comprado um suposto anel de noivado só pra impressionar Mac e ela por sua vez se derrete inteira com a possibilidade de que ele estava disposto a casar com ela quando eles namoravam, é só questão de tempo mesmo.


                Assim como é só uma questão de tempo pra Mag e Jim ficarem juntos. A história dos dois anda mais empacada do que a de Mac e Will. Depois de Don ter arrumado um encontro entre a roommate de Mag, Lisa, e Jim, Mag dá um dos surtos estranhos que ela dá e morre de ciúmes. Essa lenga-lenga fica até que o próprio Don começa a desconfiar que ela esteja sentindo algo pelo colega que talvez nem ela mesma saiba (ou tenha escolhido não saber por ser conveniente, porque faz favor, né, impossível uma pessoa sentir esse nível de ciúmes da outra e nem desconfiar). Isso é a única coisa nova no campo dos dois, que continuam com essa brincadeira de gato e rato os três episódios inteiros, enquanto a coitada da Lisa fica preocupada em ser fútil demais pro Jim só porque ela trabalha com moda. Querida, you’re not alone.

                Fora os romances e as chantagens, a série tá entrando naquele estágio onde a gente começa a conhecer melhor os personagens secundários. No 5º episódio conhecemos um pouco mais da história de Neal e, óbvio, aprendemos a gostar mais ainda do nerdzinho que acredita em alienígenas e no pé grande. No 6º, é a vez de a história se aprofundar um pouco mais em Sloan que, além de bonita e inteligente, se mostra uma destrambelhada também. A coitada quase perde o emprego depois de cometer uma série de erros no ar, tudo por causa de um conselho dado por Will que foi mal interpretado. Dessa confusão também surge algo positivo: a primeira vez que o Don se mostra uma pessoa tolerável. Quando Charlie vem todo emputecido pra cima de Sloan por causa da burrice que ela fez no ar, Don chega cheio de solidariedade e ombro amigo pra ela, pra variar um pouco. No final, tudo dá certo e os danos colaterais são contidos, Sloan continua na equipe e o jornal segue pra frente.

                 Em outras observações aleatórias e necessárias sobre esses episódios: aquela coisa de “vamos todos amar os EUA porque é um país ótimo e blablabla” tá diminuindo (ou pelo menos eles não estão fazendo isso de uma forma tão explícita como antes), pra felicidade geral; a segunda “participação especial” da série também é puro amor, com o querido Terry Crews (sim, o pai do Chris) interpretando o segurança engraçadinho do Will; falando em Will, também contam um pouco da infância dele, e descobrimos que o cara teve um pai alcoólatra e violento quando pequeno, o que provavelmente contribuiu pra esse senso de justiça que ele tanto procura; e, por fim, mais uma cena pra você amar a Mackenzie (se ainda não ama): ela como grande parte da população do mundo não entende nada de economia e precisa de algumas aulinhas com Sloan pra algum programa que ela vai participar. Parece besteira, mas é bom saber que eu não estou sozinho nessa ignorância.

               O 6º episódio termina com a polêmica de uma ameaça de morte que o Will recebe através de um comentário no site, que tinha até o endereço do apartamento dele e tudo. Pois bem, eu sinto cheiro de perfume importado de Leona nisso, algum tipo de estratégia pra ele sair do ar, não sei. Posso estar enganado, mas o único jeito de saber é continuar assistindo. ESTAMOS DE OLHO.

sábado, 4 de agosto de 2012

AMEN FASHION: 5 fashion videos que você tem que assistir



                Sabe aquele vídeo que é tão legal e tão divertido que você só lembra que ele é uma propaganda quando aparece o nome da marca no final? Então, esta semana foram lançados cinco vídeos desse tipo e são todos incríveis. E o melhor: são todos relacionados com moda.


                O primeiro deles é uma parceria entre o design Alexander Wang e a nova Nicki Minaj a queridinha da galera, Azealia Banks. A rapper foi escolhida pra ser a garota propaganda da marca de camisetas de Wang e, no vídeo, ela aparece com várias peças da coleção enquanto ~~canta~~ Van Vogue. Essa já é a segunda parceria dos dois, já que 212, outro hit da Azealia, também serviu de trilha pra campanha de primavera do cara.




                Seguindo a onda meio pop urbana, tem o vídeo da linha Originals da Adidas. Esse é o meu preferido dos cinco dessa semana por diversos motivos: a participação da Sky Ferreira, Jeremy Scott tirando foto no meio da rua com a Nicki Minaj e as carioquinhas bêbadas em plena madrugada na praia de Copacabana (quem nunca terminou a noite numa praia do Rio?). As roupas/tênis também não deixam a desejar na propaganda, que ainda tem cenas em Tóquio, Chicago, Pairs, Londres e outras cidades ~~descoladas~~. Pra quem se interessar, a música que toca no comercial é Masquerade, da Nicki.




                Saindo do hip hop e da geração jovem festeira pra algo mais phyno, tem a propaganda da Gisele Bundchen pra coleção de outono 2012 da marca de joias David Yurman. Dirigido por Peter Lindbergh, o vídeo mostra Gigi cheia de joias na praia, com um cavalinho, umas ondas que brilham, uma coisa meio paradisíaca e sensual assim que eu achei ótima mesmo. Gisele tá linda no vídeo e levanta a pergunta: como ela já tá na casa dos 30 e o corpo/rosto só melhora?

                Continuando no glamour do vídeo de cima, temos, finalmente, a campanha da Blake Lively para o perfume Gucci Premiére, que teoricamente te faz “vivenciar o momento único de um red carpet” e representa o “glamour atemporal de Hollywood através de um ícone moderno”. O ícone em questão seria a Blake. Confesso que sempre julguei muito essa gente que coloca a Serena num pedestal, mas que ela está perfeita no vídeo, está (apesar de que chamá-la de ícone eu já acho exagero). Mas, tire suas próprias conclusões depois de assistir ao vídeo, que mostra a atriz numa das vistas mais bonitas de Los Angeles e depois toda Priscila Rainha do Deserto com um os cabelos esvoaçantes.



                E last but not least, temos a campanha da Zara pro inverno 2012, dirigida por David Sims (que já trabalhou com várias outras marcas, inclusive Prada). Vou ser bem sincero e falar de uma vez que o vídeo não tem nada de mais assim em comparação com os outros. Por outro lado, eu, particularmente, não perco nenhuma oportunidade de ver um vídeo com Jon Kortajarena e Sean O’Pry juntos. E pra quem também sabe apreciar as coisas boas da vida, dá o play aí embaixo.

                E aí, gostou dos vídeos? Qual que você achou melhor? Comenta aí.