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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

TÁ NA BANCA: GQ vs VS




                Começando na sinceridade, já era pra eu ter postado essas capas da Vs aqui há muito tempo, mas motivos pessoais e a espera pela liberação dos editoriais online me fizeram esperar. Agora, os editoriais principais ainda não saíram, mas ainda assim há coisas que merecem ser comentadas e, na hora que eu acha-los, eu atualizo o post.


                A Vs, como de costume, vem com quatro capas diferentes esse mês, e todas valendo a pena. São elas: Coco Rocha por Ellen von Unwerth (depois do trabalho delas pra série Berlin, já dava pra saber que sairia algo mágico disso aqui), Amanda Seyfried por Guy Aroch (outra dupla que já tem história, apesar de que parece que esse ensaio pra VS vai ser mais dark e sensual que o outro), Liv Tyler fotografada pela modelo Helena Christensen (que também já estrelou capa na publicação)  e Regina George Rachel McAdams fotografada pela Dew Barrymore (talvez o segundo que esteja me deixando mais ansioso).





Coco Rocha por Ellen von Unwerth


preview do ensaio da Rachel McAdams


 
(ensaio da Drew como modelo)
                Drew, por sinal, já colaborou antes com a revista. Além de já ter protagonizado uma das capas e um editorial da Ellen von Unwerth com a Ellen Page, Zoe Bell e Juliette Lewis pra promoção do filme Garota Fantástica (amo/sou título traduzido), Drew já apareceu como fotógrafa da revista antes. A escolhida pro ensaio foi Shailene Woodley, a garotinha-revelação de Os Descendentes. Só eu amo esse povo tipo James Franco que faz 300 mil coisas além de ser ator?


(Drew de fotógrafa)

                Além das capas, tem um editorial – que rendeu até um vídeo super legal – no recheio dessa edição. Clicada pela Miss Unwerth, a Barbie mostra seu lado party-rock-socialite-bitch e faz pegação com a amiga, paga peitinho e enche a cara nas fotos. O vídeo (aqui) é todo ao som de Barbie Girl, como se fosse a cereja do bolo.





o editorial Barbie Party
                Agora, partindo pra GQ. Já postei algumas coisas aqui sobre as mulheres e os ensaios que costumam aparecer na revista e, é claro, setembro não foi diferente. As musas desse mês (por enquanto) são Paris Hilton, Rita Ora, Claire Danes e Yasmin Brunet.



                Paris aparece num ensaio clicado por Ellen von Unwerth (overdose da fotógrafa esse mês, hein) na GQ russa, de topless e tudo. Apesar de ser um pouco fraquinho, ainda achei melhor que a campanha dela pra Guess, talvez pelo set no parquinho de diversões não sei (tenho queda por fotos desse tipo).


Yasmin na GQ


                A musa da versão brasileira desse mês é a queridinha da Yasmin Brunet. A revista faz ainda uma enquete, perguntando se você acha melhor a mãe, Luiza, ou a filha. Quando eu vi essa comparação a única coisa que me veio à cabeça foi a foto abaixo, do livro do Terry Richardson sobre o Brasil. Se aquilo ali não der pra comparar, não sei o que dá. Reflitam vocês aí.
decidam, amgs

                Eu já falei aqui da capa de setembro da versão britânica, que traz a belezinha da Claire Danes, num falei? Tô só lembrando pra vocês levarem em consideração que aquilo era pra setembro, então entra no time da GQ ainda, mesmo ela já tendo saído na capa da Vs também.



                Por fim, temos a Rihanna genérica Rita Ora divulgando seu álbum pra GQ americana. Não aguento mais o mundo forçando a barra pra gente engolir essa menina, sério. As músicas dela não são tão boas assim (tô acabando de ouvir o CD pra fazer uma review hehehe), ela nem me parece simpática e não é tão linda/sexy assim também não. Mas se Jay-Z apoia, quem vai ser contra, né?


                E aí, você prefere as mulheres da Vs ou as musas da GQ? Eu sei que as imagens da primeira são mais focadas em moda e arte e blablabla, mas não acho que as mulheres fiquem menos sensuais por isso. Eu não escolho nenhuma porque não tenho autoridade nesse campo. Brinks, esse mês eu fico com a Vs por causa da minha recente queda com a Coco, mas e você? Comenta aí.

UPDATE: saíram os ensaios completos da Vs













Amanda Seyfried por Guy Aroch (o meu preferido dos quatro ensaios)






Liv Tyler por Helena Christensen






Rachel McAdams por Drew

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

CONTROLE REMOTO: The Newsroom - episódios 7, 8 e 9



                Indo contra as minhas expectativas, esses três episódios de The Newsroom deram uma reviravolta e me fizeram questionar várias coisas que eu já tomava como certas na série. Desde um episódio mais suavizado, onde todas as histórias ficaram on hold, até coisas mais pesadas e uma antipatia crescente que eu comecei a sentir pelos personagens que eu amava.
                Uma das coisas que mais tem me irritado na série é o desprezo de Will e Mac por qualquer outro tipo de jornal ou jornalismo que não seja o mais-que-perfeito que eles fazem. Jornalismo impresso não é bom o suficiente, entretenimento não é bom o suficiente e nem economia às vezes chega a ser tão importante assim (vide a coitada da Sloan), pelo menos não tanto quanto desacreditar um político que não atenda às expectativas dos dois (Jim também não fica de fora dessa). Isso tudo, combinado com aquele patriotismo que eu já comentei ser excessivo na série, começa a dar um tom maçante na série.


                Tirando o desabafo com a superioridade intelectual, outra coisa que tem me irritado é esse triângulo formado por Jim, Don e Maggie – que virou um quadrado com a coitada da Lisa na outra ponta. Sério, quantos chiliques de ciúmes a Mag ainda tem que dar pra que ela e os outros dois percebam por quem ela tá apaixonada de verdade? Eu, que sempre torci pra Maggie largar o Don e ficar com o Jim, comecei a gostar dos dois juntos só por eles se merecerem mesmo. Pelo menos foi como eu me senti, até descobrir que o Don não é o santo que aparenta ser; na verdade, ele nunca aparentou ser bonzinho, então não foi nenhuma surpresa quando descobri que ele tinha “amantes”. Ainda assim, agora eu quero mais é que o Jim fique com a Lisa (mesmo achando que ele não é bom o suficiente pra ela) e, se precisar, a Maggie que termine sozinha.  Serinho, ficaria feliz com um spinoff ou um websode só com a Lisa. O nervosismo dela quando é entrevistada por Will (vou explicar melhor mais a frente) e o fluxo de ideias atrapalhadas são umas das coisas que me fazem gostar mais da personagem por ela ser tão “humana”, sendo que as mesmas características na Maggie fazem dela uma mulher chata e infantil.

Brian de boa na lagoa

                Continuando no ramo dos relacionamentos, temos Will e Mac, com um acontecimento novo que tira a sotryline da mesmice (alguma coisa aqui tem que agitar, né?): finalmente conhecemos o pivô da separação dos dois. Brian, o ex de Mac com quem ela traiu Will back in the day, aparece como um jornalista disposto a fazer uma matéria de capa para a New York Magazine sobre o Newsnight. Depois de deixar um climão entre o âncora e a produtora e aceitar as condições do Will de não mencionar o relacionamento que teve com Mac, Brian acende a lâmpadazinha de ideias que ele tem e consegue capturar o drama que Will vem passando nos últimos meses (ou episódios), o que deixa duas questões:  será que will contratou Brian pra descobrir essa polêmica toda? Sim. Será que Brian vai conseguir, de alguma maneira, salvar o emprego de Will ao expor Leona e, talvez, o esquema de hackeamento que o filho dela vem fazendo? Pra isso ainda não temos resposta, até porque o jornalista ainda não deixou claro se suas intenções ao escrever a matéria são favoráveis ou prejudiciais ao jornal. Meu palpite é que independente do lado que ele escolher, essa matéria vai ser fundamental pro desenvolvimento da próxima temporada.


                Indo pra história geral o jornal, duas coisas legais aconteceram nesses três episódios – o 8 e o 9 são duas partes de uma mesma história. Em 5/1, eles cobrem a morte do Bin Laden, e mesmo com a apelação, é inegável que essa foi uma notícia que chocou o mundo, sendo você norte-americano ou não. E, com uma social no apartamento de Will, ele tendo que apresentar o jornal chapado porque ingeriu umas ervas de Jah, e todas as outras merdas que ele faz por conta disso, esse foi o meu episódio preferido da série até agora, perdendo talvez só pra aparição da Jane Fonda porque ela é ela.


                Jane, por sinal, volta à série na primeira parte do The Blackout. Graças a um novo personagem misterioso que aparece e se apresenta ao Charlie como “Atrasado Pro Jantar” – sério, a cena dos dois na biblioteca é aquele engraçado-constrangedor no nível de The Office – a galere do Newsnight agora tem algo para usar contra Leona. Acontece que o querido e amável do filho dela e responsável pela parte da publicidade/audiência do jornal, Reese, vem usando um sistema do governo para hackear, sem autorização, celulares e computadores de celebridade para conseguir as histórias do TMI (a versão da série pro TMZ). Com essa carta na manga, Charlie tenta avisar Leona pra dar uma maneirada na caça a Will, mas recebe uma bela duma desprezada à la Jane Fonda. Por sinal, o quão maravilhoso é ouvir aquele tom de voz tipicamente irônico dela dizendo “o mundo precisa saber se a Taylor Swift está feliz ou não”.


                A outra polêmica do Blackout é a matéria que eles estão cobrindo no jornal. Como todo jornal intelectual e superior que se preze, o Newsnight não cobriu o julgamento de Casey Anthony (todo mundo lembra disso ainda, né?), ao contrário de todos os outros jornais da concorrência. Com isso, eles perderam metade da audiência e tiveram uma visitinha do Reese esculhambando todo mundo. Depois do quebra-pau Will e Charlie resolvem cobrir e dar destaque à notícia, indo contra todas as expectativas e pitis de Mac – a cara que ela faz quando vê o apoio do Will à decisão é sensacional.  De qualquer maneira, eles só aceitam ceder ao jornalismo popular (no pior sentido da palavra) porque a equipe quer inovar DE NOVO, só que dessa vez com um novo formato de debate para as eleições, onde eles não dão trégua aos candidatos e os pressionam de verdade. O único problema é que pra suspender toda a filosofia do jornal, eles precisam de dicas do sensacionalismo, e quem melhor pra fazer isso do que Don? O cara chega na sala de reuniões e dá uma aula hilária e venenosa de como cobrir um caso desses, cena que merece ser vista no repeat só pra aprender os truques de ~~jornalistas~~ como Sônia Abrão e pra poder rir de novo.
                Depois de se torturarem pra cobrir essa notícia e o escândalo sexual de um deputado, finalmente chega o dia de apresentar o novo debate pros executivos. Eu, sinceramente, não sei se eles são muito gananciosos, estúpidos ou prepotentes (ou todas atrás), mas depois da apresentação, um dos executivos surta e nega o debate à equipe, deixando todos desapontados com o trabalho em vão. Como diria Mick Jagger, you can’t always get what you want.

Lisa na bad depois da entrevista e da repercussão 

                Em observações aleatórias, temos os personagens secundários com potencial de crescimento na série. Lisa, que, felizmente, tem aparecido mais é uma das que eu gostaria que se desenvolvessem mais na série, assim como a estagiária do jornal, Tess e a namorada do Neal que eu nem sei o nome. Outra coisa que merece atenção é o chilique da Maggie (sim, outro) por causa de uma candidata que diz se candidatar porque Deus a mandou, o que deixou a menina ofendidíssima. Há também outra coisa que não tem me descido direito: o drama que o Will ainda faz por causa dos chifres que ele tomou da Mac. Por que ao invés de lidar com isso como uma pessoa normal e encher a cara de vodca, ele precisa infernizar a vida da mulher e dramatizar tanto? Já deu, né, ele gosta dela e vice-versa, a única coisa que impede os dois de ficarem juntos é essa punição eterna que ele colocou na cabeça.
                O episódio termina com a polêmica da ameaça de morte contra Will voltando, graças ao Neal. O próximo episódio é a Season Finale e tenho certeza de que isso vai se desenvolver melhor, eu só não tenho mais certeza se tem dedo hidratado de Leona nisso. No fim, temos Amy Winehouse cantando Will You Still Love Me Tomorrow por conta dos corações partidos e com essa já dá pra gente ter uma ideia da trilha sonora que a série vai ter (já teve Bob Dylan e Coldplay em episódios anteriores). Todos se preparem porque a SF promete pegar fogo e ninguém quer perder o desenrolar disso, né? Comenta aí o que você acha que vai acontecer e/ou o que você achou dos últimos episódios. 

DÁ O PLAY: The XX - Coexist




                Depois de um hiato de três anos e um sucesso que repercutiu mundialmente, era de se esperar que o The XX voltasse com um álbum mais superproduzido e com a intenção de elevar ainda mais o nome da banda, mas o que acontece é exatamente o contrário.

                Não que Coexist não mostre um amadurecimento da banda nesse meio-tempo, mas na área instrumental do CD pode-se dizer que ele soa mais “cru” do que o primeiro, com poucas faixas que mostrem algo de diferente entre as demais. O ponto forte do álbum são as letras, mais diretas e pessoais do que a do primeiro álbum e com um tom melancólico. Nesse segundo álbum, é como se eles cantassem todas as frustrações e arrependimentos na relação, com aquela voz suave que os dois vocalistas tem e um ritmo que acompanha o tom de lamúria dos versos.
                Se você espera por músicas apaixonadas e mais alegres, pode esquecer, porque nesse álbum não tem nenhuma Islands ou VCR; até quando eles cantam sobre os lados bons do relacionamento e o amor que sentem pelo outro, o tom é de tristeza e o ritmo é arrastado, exemplo disso é Our Song e Swept Away.


                É um disco no estilo clássico (se é que já podemos dizer que há um estilo clássico com tão pouco 
tempo de carreira) do The XX: você já sabe exatamente como as músicas vão ser e o que vai sentir quando ouvir, então nem adianta colocar o CD pra tocar na esperança de se animar, porque ou você tá no clima, ou você não gosta das músicas. Uma coisa que me chamou a atenção é que agora eles estão se arriscando mais nos vocais, mesmo que em pequena escala. Em algumas faixas eles arriscam até uns semi-gritos no lugar da voz “suspirada” de sempre, e em Tied  chegam a começar a música só com a voz e nenhum instrumento no fundo.
                Como não dá pra fazer uma review de música por música “tradicional”, abaixo eu tentei explicar o que cada uma significa e, as que têm, o diferencial do resto. Como de costume, as preferidas/mais diferentes tão sublinhadas.

- Angels: a música que abre o CD já começa com o clima etéreo que vai marcar a maioria das faixas. Apenas com os vocais de Romy, a música é como uma grande declaração de amor onde ela mostra a sua dependência do outro e como se sente “maravilhada” por ele. (Super recomendo o vídeo do final do post pra vocês entenderem o clima de amorzinho da música)

- Chained: considero essa como a “alma” do CD, que é quase um resumo das outras. Aqui eles se perguntam o que há de errado ao mesmo tempo em que não se sentem prontos pra abandonar o outro. Sentindo raiva ao mesmo tempo em que sentem saudade da época boa do relacionamento, a frase “we used to be closer than this” fica se repetindo na voz dos dois e eu só desejo boa sorte pra você conseguir tirar isso da cabeça depois.

- Fiction: não achei muito marcante no álbum, já que tem outras que falam da mesma coisa, mas com um ritmo/letra mais impactante. (?) É mais uma onde eles admitem o amor que sentem, mas sabem que os aspectos disfuncionais vão aparecer mais cedo ou mais tarde.

- Try: top top das preferidas. Ela começa com um toquezinho de um instrumento que eu não identifiquei, mas que tem uma pegada emocional forte. Acrescentando os vocais imperfeitos e vulneráveis de Oliver (mas não ruins por isso), a música é arriscada e é praticamente uma redenção dos dois à medida que eles declaram que não conseguem resistir ao outro, por mais que tentem.

- Reunion: musiquinha da saudade, coisa mais fofa desse mundo. A voz dos dois em uníssono é lindo de uma maneira triste e melancólica (impossível não usar muito essa palavra, porque define grande parte do CD), porque apesar de admitirem (over and over and over again) que só se sentem bem quando estão perto do outro, eles não têm certeza de nada. E, quando você acha que a música não poderia melhorar, o ritmo muda e começa uma batida mais frenética (ou tão frenética quanto the XX pode ser) acompanhada por um “Did I see you see me in a new light?” que vai até o final, como se eles estivessem conversando em forma de música. Aqui também há vocais imperfeitos, mas longe de ser algo que incomoda, dá um tom maior de sinceridade à música.

- Sunset: é uma das minhas preferidas também. A letra fala sobre um possível reencontro com um ex, mas um tipo de ex do qual eles ainda gostam. O ritmo e os versos se casam de uma maneira perfeita, acompanhando a alegria de rever o outro e depois a ~~depressão~~ de saber que nunca dará certo.

- Missing: a música já começa com um “My heart is beating in a diferente way” que é seguido por uma batida de coração no fundo e a voz velada do Oliver. É uma das mais depressivas do álbum, é cheia de gritos e gemidos de dor (não dor física, pfvr) no final, com uns questionamentos e uma coisa de desilusão pesada desde o início até o final da música.

- Tides: já falei ali em cima dos vocais puros no início da música e o quão emocional e delicado isso fica. O tema dessa não é muito diferente dos outros (mais uma vez eles se questionam sobre a veracidade do amor do outro), mas tem um ritmo mais envolvente e fácil de cantar junto.  O final me lembrou um pouco de Intro e um pouco de Stars, mas como se fosse uma versão repaginada das músicas, com uma batida crescente.  

- Unfold: outra pro time das superdepressivas, onde, de novo, os vocais têm um tom de lamúria e de tristeza velada. O tema aqui também é o mesmo recorrente em outras anteriores, com a incerteza sobre o amor e a indiferença do outro, mas eles ainda estão dispostos a tentar validar esse sentimento. O verso essencial pra música é "take the good and leave the rest", o que resume a ideia principal da faixa inteira.

- Swept Away: um piano com a voz dela se declarando fazem dessa uma das músicas mais mimimi do álbum e, apesar do ritmo, uma das mais "felizes", onde eles não se lembram das ruínas do relacionamento e só sabem se declarar e exaltar os momentos felizes, mesmo que eles durem pouco. É a mais “animadinha” do álbum, apesar de nem se comparar a qualquer “animadinha” do XX.

- Our Song: enquanto Chained pode ser a alma do álbum, essa pode ser o final da história da CD. É como se eles dissessem: nós temos todos esses problemas, todas essas
inseguranças e essas diferenças, mas mesmo assim é melhor ficarmos juntos do que separados. Frases como "there's no one else that knows me like you do" e "all i have i will give to you" são entonadas com um carinho e uma paixão que são difíceis de ignorar na música. Numa entrevista recente ao Pitchfork, eles admitiram que a música é como se fosse um diálogo entre os membros da banda. Amor ou amor?

Aqui tem um vídeo que eles fizeram no quarto de hotel deles em Tokyo, pra Angels. Dá o play e me diz o que achou do vídeo e do álbum:



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

CONTROLE REMOTO: Styled To Rock - 1º episódio



                Semana passada estreou na Inglaterra, pelo canal Sky Atlantic, o novo reality show de moda produzido pela Rihanna, aquele que ela ficou gravando no início do ano quando passou uma temporada em Londres. O objetivo de Styled To Rock é descobrir o ‘próximo grande estilista para grandes artistas’ entre 24 candidatos pré-selecionados a dedo por Riri.

                Os jurados do programa são a ex-Girls Aloud, Nicola Roberts, o designer Henry Rolland e a estilista Lisa Cooper, que já trabalhou com várias celebridades, inclusive Rihanna. O papel deles é aconselhar os candidatos durante o processo de criação dos outfits e escolher o perdedor da semana, enquanto o vencedor fica por conta da Rih. Como esse foi só o primeiro episódio, nenhum deles ainda se desentendeu ou fez barraco, mas, quem costuma assistir a esse tipo de programa, sabe que é só questão de tempo até os jurados brigarem entre si, com os candidatos e os próprios candidatos se desentenderem.
 Ricky, Sally e Zainab
 a obcecada com morte, a sósia da Frankie de Skins e a desempregada revoltada
Heidi é amor
                Agora, os designers. Bem, todos são bem previsíveis, com 20 e poucos anos e alguma experiência no ramo da moda, seja em estudo e/ou trabalho. A maioria deles também parece bem confiante de que é bom e de que serão pessoas famosas e bem-sucedidas. Eu não tenho nada contra pessoas confiantes e com uma autoestima alta, mas essa galere exagera um pouco demais pro meu gosto (incluindo alguns jurados). Prova disso é a primeira eliminada [SPOILER!!111ONE!!!] Sally, que na entrevista disse ter 100% de certeza que ia ganhar o programa. Cheguei até a sentir dó dela.  A única que foge disso tudo dito antes, é a linda da  Heidi, que é meio louca de pedra, mas talentosíssima; a menina parece que trabalha na AM enquanto o mundo tá na FM, mas achei isso meio charmoso até, junto com a espontaneidade dela nesse episódio e a mania de tagarelar sem parar. Ótimo mesmo foi quando Lisa começa a perguntar pra ela sobre a roupa que ela tá fazendo e ela começa a falar sem parar, até que corta pra entrevista e Lisa falando: “Eu não entendi porra nenhuma do que ela falou. Ela meio que parece de outro planeta, mas acho que isso é legal”.

                A tarefa dessa semana foi criar uma suposta roupa de show pro Kanye West. As dicas dadas por Riri foram: keep it tonal; na família do preto; sempre tenha um elemento de hood-ism; e imperfeito é perfeito. Algumas pessoas se perderam nos conceitos e acabaram criando uma roupa aleatória que eu nunca imaginaria o Kaní-ê (sic) vestindo, enquanto utras souberam capturar tão bem a mensagem que até eu vestiria a roupa.
                Aqui embaixo eu selecionei 4 roupas feitas no episódio pra mostrar pra vocês: a vencedora, a perdedora, a preferida dos jurados e a minha preferida.

A Vencedora: Zainab
Da camisa com estampada à gola gigante e os óculos escuros, deu pra entender porque Rihanna escolheu essa roupa. A opinião dos jurados foi de que o look inteiro dependia muito da jaqueta, mas eu achei que ela soube balancear o extravagante da gola com o básico da calça.





A perdedora: Sally
Não sei se é porque ela não tinha experiência com menswear ou se é porque ela não gosta de hip hop, mas essa roupa me pareceu uma versão gay de Mortal Kombat. Não curti as aplicações na calça e não curti essa jaqueta acima do umbigo, e também acho que Kanye não curtiria.





O preferido dos jurados: Ben
Talvez por ter interpretado o conceito “na família do preto” de forma diferente dos demais (ele buscou referências na cultura africana), Bem chamou a atenção dos jurados. Eu também adorei a roupa e concordo que, apesar de ter usado muitas estampas e texturas, o resultado final ficou coerente. Mas não consigo imaginar Kanye West vestindo essa roupa num show, talvez pelas cores muito extravagantes ou pela gravatinha borboleta, não escolheria Bem como vencedor.




Meu preferido: Brett
Curti os tons de azuis, a saia metalizada, a customização da bota, a maquiagem, a camisa, tudo! Os jurados também acharam a roupa bem-feita e uma paleta de cores inteligente, mas acho que o que não favoreceu muito foi o corte não tão inovador quanto o de Ben (?).





Bônus: Ricky
Esse quase saiu, coitado. Apesar de Ricky ser talentoso e ter um estilo próprio, Lisa achou que ele fez a roupa mais pra ele próprio do que pra Kanye. E eu tenho que admitir, como ele espera que alguém cante hip hop e pule no palco com um sapato daquele? O ápice da apresentação dele (e concorrente pro programa inteiro) foi quando Lisa disse que faltava o elemento de hood-ism na roupa e colocou um capuz torto e abaixou as calças do modelo, pra falar em seguida: “pronto, eu gastei dois segundos pra adicionar o elemento a essa roupa”. No final, ele acabou ficando com uma promessa de melhora no programa, o que eu achei justo, porque acho que ele ainda tem muito pra mostrar nos próximos episódios.



 Lisa dando ~~sutilmente~~ um tapa na cara do Ricky


                Depois de escolhida a vencedora, Rihanna volta a aparecer no programa pra parabenizar a menina e eu fiquei me perguntando por que ela teve que fazer isso, sem falar na minha dúvida em relação ao cometimento dela com o programa. Além de não ter tirado 30 minutos pra bater uma foto de divulgação do reality show (o que eu ainda não engoli), Rihanna quase não aparece no programa e o momento em que vai falar com Zainab é meio constrangedor, como se nenhuma das duas tivesse certeza do que tavam fazendo ali. Espero sinceramente que isso melhore com os episódios.

                Essa semana a celebridade a ser vestida foi Pixie Lott, que fez uma aparição no programa também. Assistirei hoje à noite e espero fazer uma review até sábado, até porque eu já sei quem saiu *chora intensamente*. Diz aqui embaixo qual dos looks dali de cima que você escolheria ou, se você viu o programa, há alguma roupa que merecia ser mencionada.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

AMEN FASHION: As campanhas estreladas por Alexander Skarsgard + Lara Stone e Candice Swanepoel



                Dois vídeos para agradarem homens, mulheres, gays e lésbicas. Foram liberadas as campanhas do perfume Encounter (aka Encontro) da Calvin Klein, estrelada pelo nosso vampiro preferido Alexander Skarsgard (se alguém comentar aqui que é o Robert Pattinson eu mando vírus pro pc, hein) e Lara Stone, e a campanha da nova coleção de sapatos do Brian Atwood, estrelada pela angel Candice Swanepoel.

Candice por Mert Alas e Marcus Piggot na campanha impressa de Brian Atwood

Skarsgard e Stone na campanha do Encounter, fotografada por Steven Klein

               O que as duas têm em comum? Só uma paleta de cores parecida e sensualidade à flor da tela. A campanha de Brian Atwood é assinada por Mert e Marcus e tem um clima voyeur/S&M/fetichista, com uma Candice Swanepoel vestindo apenas botas de couro e cano alto, no meio de uma orgia à la Eyes Wide Open.  Já o vídeo da Calvin Klein é um curta dirigido por Fabien Baron, diretor de arte da Interview, com uma vibe meio ação meio romance que tem o Xandinho dirigindo enlouquecido na estrada, querendo encontrar a Lara Stone. Reparem na hora em que eles se encontram e a cara de ~~prazer~~ que ela faz quando chega no cangote dele. Compreensível, né? A campanha impressa é assinada por Steven Klein, o mesmo do perfume da Gaga (que deve liberar o vídeo completo do perfume essa semana) e o mesmo que fez o ensaio do Alexander pra Interview.




(Alexander fotografado por Klein para a Interview, em 2011)
                Alexander e Lara também já trabalharam num ensaio especial para a Vogue americana, em 2011, fotografados por Peter Lindbergh. As fotos tão aqui:




                Assista aos vídeos aqui embaixo e me diga o que achou. Só toma cuidado porque o da Candice é NSFW (Not Safe For Work) por causa de umas bundinhas aqui e ali. Enjoy!

 Calvin Klein - Encounter
 Brian Atwood F/W 2012 (explícito)
Brian Atwood F/W 2012 (para menores de 18)