AMEM FASHION

Moda, estilo, comportamento, tendências e tudo mais que tiver hype.

DÁ O PLAY

Reviews de álbuns, vídeos, faixas avulsas, singles, cantores e tudo que seja consumível com o ouvido.

CONTROLE REMOTO

TV: episódios, estreias, especiais, finais de temporada, TV brasileira e ainda tem mais.

TÁ NA BANCA'

As melhores revistas do mês (ou da temporada, ou do ano) e o que faz delas tão "especiais".

CINEMA

Filmes em cartaz, trailers, festivais de cinema, DVD's e especiais.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

TÁ NA BANCA: Cantoras tomando conta das publicações de moda em Outubro



                Como eu já disse antes, os meses de setembro e outubro reservam um boom de lançamentos no mercado fonográfico, acontecimento que é mais comum em novembro e dezembro por causa do mercado natalino, mas que esse ano resolveu se antecipar sabe-se lá o porquê.
                Com isso, nada mais natural do que os artistas promoverem seus trabalho o máximo possível, certo? Daí começa aquele monte de performances, entrevistas, videoclipes, concursos, flood no twitter e facebook e... revistas! Se @ cantor@ tiver sorte, uma ou mais publicações vão achar que sua imagem é rentável em questões de vendas de revistas e vai colocar @ fulan@ na capa, o que torna o negócio lucrativo pros dois lados.

Lana por Mariano Vivanco na GQ e por Nicole Bentley na Vogue Australia
                Pontos relevantes esclarecidos e comentados, vamos ao que interessa. Começando com o pé direito, temos dose dupla de Lana Del Rey. Lana conseguiu mais uma capa da Vogue pra esse mês de outubro (a primeira capa da Vogue que ela conseguiu foi a inglesa), e estampa a versão australiana da revista, com um ar todo angelical de menininha inocente. Mudando de país e continente, Lana aparece também na capa da GQ inglesa, eleita como a mulher do ano pela publicação, feito que poucas outras conseguiram (Jennifer Aniston, Lara Stone, Lily Allen e Scarlett Johansson são as únicas que eu lembro). No ensaio, Lana está completamente nua (ou se tapando com a cortina, porque todo mundo faz isso, né) para as lentes de Mariano Vivanco, o que me faz pensar que essa revista vai vender mais cerveja na micareta. Dá uma olhada nas fotos:








ensaio mulherão na GQ, por Mariano Vivanco

 ensaio menininha da Vogue

               Outra querida que apareceu em dose dupla esse mês foi a Gwen Stefani, divulgando o novo álbum do No Doubt. Gwen, que já é uma das mais bem cotadas pelas publicações de moda desde os anos 90, estrela a capa da versão americana da Marie Claire e da versão inglesa da Elle, ambas no mês de outubro.  Contando com a edição de setembro da Harper’s Bazaar, Gwen já arrebatou 3 capas de revistas relativamente importantes desde o retorno da banda, isso sem contar as revistas que fizeram matérias sobre o grupo inteiro, como a Billboard.

Gwen fotografada por Peggy Sirota (Marie Claire) e por Matt Irwin (Elle UK)

 ensaio para a Elle



 ensaio para a Marie Claire

               Falando na Bazaar, a capa de outubro da revista ficou com a Kate Hudson. Antes que você diga que ela é atriz e não cantora, eu resolvi incluí-la nisso aqui por causa da participação de Kate em Glee, que é o projeto atual mais relevante dela e onde ela já até arriscou umas notas cantando um mashup de Americano com Dance Again (nada que se compare a Cinema Italiano, mas tô aceitando). Uma observação: já repararam que desde que a HB estreou o novo layout em março, eles têm se revezado na escolha de fotógrafos pra capa, entre Terry Richardson e Camilla Akrans? Já foi Gwyneth Paltrow, Penélope Cruz, Kate Moss, Rihanna, Mila Kunis e Gwen Stefani, todas nesse esquema. Será que é falta de dinheiro ou de criatividade? Não que eu não goste dos dois, mas esperava algo melhor/diferente, né.







Kate Hudson por Camilla Akrans

                Ao contrário de Kate Hudson, que é atriz mas tá cantando, vem a Britneyde na capa da Elle, que é cantora mas não tá divulgando música e sim a sua participação no X Factor. Num ensaio feito por Alexi Lubomirski (que dessa vez acertou a mão e não fez outra porcaria mal photosoppada que nem fez no ensaio dela pra Bazaar do ano passado), Britbrit mostra toda a boa forma que vem mostrando ultimamente no twitter, usando vestidinhos justos e até um bodyzinho que me lembrou o ensaio dela pra Rolling Stone de 2008. Detalhe pra foto épica da Bitchney de óculos escuros, copinho na mão e rodeada de seguranças (também amei a dela com o microfone, mas essa do copinho tá imbatível). Enfim, não dá pra ter tudo, né? Uns têm o corpo, outros têm a voz, e o mundo continua girando...










Britney por Alexi Lubomirski

                Em outras nota aleatórias, temos Milla Jovovich na capa da canadense Flaire e num ensaio pra Vogue Italia de setembro. Além de promover o quinto filme da franquia Resident Evil, Milla também está promovendo seu novo EP, ainda sem nome definido. SIM, ELA CANTA!!!!!1111ONE!!!!! Fiquei chocado ao descobrir isso, mas parece que ela já até lançou um álbum em 1992 e fez alguns featurings pela vida afora, antes de lançar o novo single Electric Sky (que, diga-se de passagem, não é tão ruim quanto eu esperava que fosse). Se quiser ouvir mais dela, é só entrar no site oficial que tem download de graça de algumas demos.


 Milla em ensaio de Peter Lindbergh para a Vogue Italia

capa da canadense Flare
                Continuando na vibe aleatória, tem uma cantora com quem ninguém se importa numa revista do mesmo nível. Carly Rae Japsen numa tal de Fashion, uma revista canadense sobre, adivinha?, moda. Carly tá divulgando o lançamento do seu primeiro álum e, eu não queria passar por hater, mas acho muito difícil essa menina ser mais do que one hit wonder. É esperar pra ver, né.




                E aí, qual sua preferida? Comenta aqui embaixo e me conta o que você achou.
P.S.: parece que não é só em outubro que vamos ter cantoras tomando conta de revistas de moda. Minha querida Riri já adiantou no twitter que conseguiu sua segunda capa na Vogue americana e que já rolaram as fotos com a Annie Leibovitz. Espere por algo timeless.

sábado, 15 de setembro de 2012

AMEN FASHION: Gaga finalmente lança Fame, seu primeiro perfume



                Depois de muito atiçar, de promover até cansar, e de fazer mistério sobre tudo, o tão esperado perfume de Lady Gaga foi lançado ontem à noite, junto com o vídeo da campana, numa festa colossal no museu Guggenheim, em Nova York.
                Como eu tô falando da Gaga, tudo a respeito desse perfume foi minimamente calculado, desde o formato da garrafa até a festa de lançamento. Então, como eu sou bonzinho e sei que você quer saber o que se passava pela cabeça peculiar da Gaguita quando lançou o perfume, tá tudo em tópicos aqui embaixo:

- A garrafa: até aqui Gaga fez questão de uma colaboração criativa. O frasco da essência tem o formato de uma garra segurando um ovo (?) e foi desenhado especialmente por Nick Knight, o mesmo fotógrafo que fez o ensaio do último disco da Gaguita, Born This Way.



- O líquido: essa foi a condição da Mother Monsta pra assinar uma fragrância: o líquido deveria ser preto no frasco e, ao ser borrifado, deveria se tornar incolor, isso tudo pra condizer com a ideia que ela tem da fama, algo sedutor por fora, mas com uma alma negra. Depois de fincar o pé no cão, Gaga conseguiu que os cientistas da empresa desenvolvessem essa nova tecnologia especialmente para ela e, graças a ela, eles agora são donos de uma patente que promete render muito mais que o perfume.

- O conceito: por que um líquido preto? Por que uma campanha tão louca e com elementos de violência, sexo e medo? WHY, GAGA, WHY? E o vídeo, quem entendeu? De acordo com a Stefânia, essa é a essência da própria fama que ela quis passar pro perfume: “o cheiro deve ser atraente; você tem que sentir vontade de lamber e tocar e sentir, mas a aparência disso tudo deve te aterrorizar”. Alguém mais vê a fama como isso? Já o vídeo, Klein explicou que aquilo tudo era o prazer e a dor da fama, assim como a sua tentação. "Quais são os preços da fama? Todos querem um pedaço da fama, mas, no final, o que eles realmente querem? Ninguém sabe." Pois é, acho que dinheiro seria uma parte boa da fama, mas tô de boa.



- A campanha: mantendo as coisas só na amizade, Gaga se juntou com Steven Klein e os dois bolaram o conceito inteiro da campanha sem se preocuparem com censura ou com o que quer que fosse, apenas deixaram a mente fluir. E sim, eles ganharam carta branca da Coty pra fazer isso. A estética tanto do vídeo quanto das propagandas impressas é bem a cara de Steven Klein, com muita violência, uso de armas pra ~~sensualização~~  uns tons de azul e verde que também são marca registrada do fotógrafo, muito couro e BDSM com clima fetichista, além de um monte de homens seminus. E se você acha que o vídeo todo te lembra de alguma coisa, não se esqueça que Klein também foi o responsável pela direção do vídeo de Alejandro.



- A festa de lançamento: não, isso também não ficou de fora. Gaga investiu nessa festa e já começou a noite fazendo uma performance contemporânea baseada num vídeo de Andy Warhol, Sleep. Pra quem ainda não entendeu, Gaga dormiu no meio do museu, dentro de uma garrafa gigante do perfume, enquanto os convidados chegavam na festa e encostavam no ovo pelo lado de fora (Marc Jacobs foi um dos que passaram a mão no ovo hehehe). E não acabou nisso. Gaga ainda se arrumou dentro do ovo, se montou toda com a maquiagem e fez xixi na frente de todos os convidados, pra em seguida ficar beijando Steven Klein com a bunda de fora projetada no telão e fumando cigarro eletrônico. Depois de ser chocada, Gaga subiu no palco e fez uma tatuagem na nunca recém-raspada em frente todos os convidados da festa, que incluía nomes como Paris Hilton, La Linda Lohan, Frodo Yoko Ono, Jessica Stam e, como eu disse antes, Marc Jacobs.
Lindsay e Gaga se abraçando 

 Marc Jacobs enfiando a mão no ovo RSSSS

 Paris flawless Hilton

 Gaga tirando a soneca da tarde

Yoko Ono vestida de paquita 


e Terry Richardson tava lá fotografando tudo

                No fim, eu acho que é por isso que Gaga ainda vai fazer muito sucesso com o que ela decidir trabalhar. A maioria das celebridades que resolve lançar um perfume com o próprio nome faz um ensaio fotográfico pra divulgar a campanha, e às vezes nem isso (tô falando com você, Britneyde), enquanto Gaga surge com um conceito pra tudo relacionado à fragrância e “inventa” uma nova tecnologia dentro da indústria. Se isso não é merecimento, eu não sei o que é. E, antes que me perguntem, eu não me considero ~~little monster~~. 

DÁ O PLAY: Rita Ora - Ora



                Provavelmente o nome Rita Ora não lhe é estranho se você costuma ouvir rádio ou se interessa por música pop de alguma maneira. Apesar do pouco tempo de carreira, Rita tem aparecido na mídia de uma forma até excessiva e o seu disco de estreia era aguardado por muita gente curiosa pra ver se havia alguma coisa além do hype.
                Confesso que sempre tive um pequeno (ou não tão pequeno assim) preconceito com ela e quando o nome “Rita Ora” aparecia na conversa eu me referia à menina como “a Rihanna wannabe”.  Apesar disso, ouvi o disco dela com o coração aberto e tentando ao máximo não julgar as músicas por esse ponto de vista, só que não adiantou nada.


                Ora é um álbum que parece ter sido feito a partir de uma batidinha de músicas e produtores pop jogados num liquidificador e misturados de uma forma meio aleatória. O próprio estilo da Ritinha na indústria é assim, meio misturado com nada de novo ou único que seja a marca dela. O pior de tudo é que ela tem capacidade vocal pra ir longe (basta ouvir as versões acústicas dela), só não sabe usar essa capacidade, ficando em algum lugar entre uma voz de Jessie J, uma aparência de Rihanna e músicas pra festa no estilo que ficou mais conhecido na ”voz” da Ke$ha. A impressão que fica é que Rita foi fazendo tudo o que o Jay-Z mandou e acabou se perdendo no meio do processo, criando músicas meio bagunçadas e fazendo a coisa errada com os nomes certos (exemplos mais específicos nas músicas embaixo).
                Apesar disso tudo, o disco não é de todo ruim, com algumas músicas boas pra te fazer dançar, mas sem algo muito forte pra ir além desse objetivo. Talvez em um segundo disco ela já tenha construído sua marca de uma forma melhor e consiga usar os recursos da Roc Nation de uma maneira mais apropriada, mas por enquanto ela pode vender quantas músicas conseguir que não consegue me cativar. Em defesa dela, a grande maioria começou com um primeiro disco fraquinho, então ainda há chances de ela crescer.
                Sem mais delongas, a review track by track aqui embaixo, com as preferidas marcadas.



- Facemelt: produzida por diplo, essa é uma das melhores do CD e olha que não dura nem dois minutos. Rita chega a soar como M.I.A. em alguns momentos, mas de uma maneira boa, que não chega a soar como cópia e sim como influência. Infelizmente essa é só uma intro, no melhor estilo Birthday Cake e, assim como essa outra, eu espero que ela seja inteligente e lance uma versão completa da música com a participação de alguém num futuro bem próximo, porque daria um hit fácil fácil.

- Roc’ The Life: uma batida forte e uma letra sobre auto-confiança, com nada de mais, exceto pelo refrão grudento. A música é um pouco lenta se você for comparar com How We Do, mas  melhor em vários sentidos, sendo o não-autotune e a produção do The Dream algumas delas. As guitarras e a produção mais puxada pro pop rock também não deixam de ser dançantes, só depende do seu humor e disposição pra dançar.

- How We Do: nunca vi nada de mais nessa aqui, além daquela típica musiquinha de balada que éespecialidade da Bonnie McKee. Por sinal, a escolha dessa música como um dos principais singles de divulgação do CD foi o que me fez começar a comparar a Rita com a Ke$ha.

- R.I.P.: a Ritinha comentou que essa música nunca foi oferecida pra Rihanna e que ela lutaria pela música mesmo que tivesse sido, mas me perdoem, ela seria 300 mil vezes melhor na voz da Riri, ainda mais se considerarmos que foi coescrita pelo Drake. RIP lembra um pouco uma Rockstar 101, só que com os agudos menos aceitáveis e a voz inexpressiva da Rita. Pra vocês terem uma ideia, até considero o rap do Tinie Tempah um dos pontos altos da faixa que, apesar dos pesares, é boa.

- Radioactive: já tinha simpatizado de início só por ter a Sia no meio. A música se ajusta perfeitamente nessa nova fase dance da produtora e essas parcerias que ela tem feito com o David Guetta, cheias de gritos poderosos acompanhados por uma batida esquizofrênica. Mas, de novo, por mais que a música seja boa e a Sia saiba fazer algo dançante (oi Bring Night, eu me lembro de você), não há nada como uma balada escrita/produzida por ela. Até hoje acho que You Lost Me da Xtina só não chegou a #1 por problemas de divulgação, porque a música é uma das melhores baladas tanto da Sia quanto da própria Aguilera. De qualquer modo, uma faixa que mostrasse o alcance vocal/emocional da Rita Ora provavelmente não era o que a gravadora queria pra esse disco, o que deixa essa música muito menos legal do que poderia ser, mas ainda assim um single com potencial. 

- Shine Ya Light: com uma influência do dubstep e a voz ceia de atitude (!!!), só não vi muita conexão do refrão com a primeira parte da música, mas nada que atrapalhe. A letra é forte e a batida também ajuda, mas o “hey ah hey ah” não me agradou e deu até sono. Se a música fosse um pouco mais acelerada, poderia se transformar num daqueles hinos do tamanho de Firework.

- Love And War: com os dedos do Stargate e da Ester Dean, a única coisa que incomoda aqui são os vocais mal trabalhados nas partes mais calmas da música. No refrão ela até que se sai bem, mas no resto parece um pouco fraco e sem vida, como na maior parte do álbum.

- Uneasy: música divertida, badass, que soa mais original em relação às outras. Rita libera o lado bad girl aqui e até a voz dela muda à medida que vai pronunciando os versos num estilo meio rap. Coincidência ou não, essa é uma das poucas que foram co-escritas por ela, o que me faz pensar que a qualidade da música pra Rita Ora dependendo do seu nível de identificação com ela.

- Fall In Love: quando você lê que é uma parceria com Will.i.am já dá pra esperar muito autotune, e aqui você encontra tanto que a voz da garota fica até desfigurada. Mas também, ao ler que é uma parceria com o Will, você já espera que seja algo dançante, o que é exatamente o porquê de eu ter amado a faixa (guilty pleasure). A primeira parte da música lembrou MUITO Craziest things, parceria do produtor com a Cheryl, mas isso pode ser porque as músicas dele são quase todos iguais e a voz robótica ajuda a deixar tudo mais padronizado. Um dos pontos altos da música (e do CD, posso dizer) é quando a música estoura no refrão com “Don’t want no one nigt stand, I wanna fall in love” e uma batida que é quase a assinatura do Will no fundo. A única coisa ruim dessa faixa é quando o rapper/produtor começa a “cantar” e parece que até uma pessoa tomando um soco na cara tá mais animada do que ele.

- Been Lying: uma inversão de papeis na produção que eu ainda não entendi e que serve como exemplo pro que eu tava falando mais acima. Não que a produção do Diplo não tenha ficado boa nessa música, e eu até entendo ele querendo se afirmar como produtor de faixas diferentes do trabalho recorrente dele, mas só não sei se um cd da Rita Ora seria a melhor ideia pra fazer isso. Considerações feitas, eu ainda não acho que seja algo muito marcante ou excepcional, sem citar que o refrão é a pior parte do conjunto.

- Hello, Hi, Goodbye: horrível horrível horrível. Uma baladinha com uma produção meio estranha e que te deixa meio perdido sobre qual foi a intenção da música no álbum. Talvez se fosse produzida pelo Ryan Tedder, daria em algo melhor, já que ela tá afim de trabalhar com a galere toda do pop. Quando a música começa a ficar aceitável, ela acaba e, na verdade, esse é o clima do cd todo: uma vibe de quase bom.

- Hot Right Now: música genérica de boite e, sabendo disso, admito que gostei e bati cabelo quarto afora ouvindo. Épica pra pista de dança e até o autotune é aceitável aqui. Assim que eu ouvi,  tive uma imagem de todo mundo abanando a mãozinho e repetindo hot right now, hot-hot right now enquanto dança. A música é tão boa que já foi usada em dois programas de tv, sem ser single (x factor e não me lembro do outro), além de ser ótima pra academia também, ou qualquer outro lugar onde você possa se movimentar.

- Young, Single and Sexy: uma música que lembra aqueles hip hops antigos que ninguém nunca mais ouviu falar, ou alguma b-side das Destiny’s Child. O refrão é até animadinho, mas meio bobo, com essa frase épica (tenho que explicar que isso é irônico, porque lendo é meio difícil de vcs entenderem, eu sei): I’m Young, single and sexy; London to New York city.

- Meet Ya: com o produtor de Mr. Know It All, é uma música levezinha, com um violão animadinho, clima de luau com os amigos, meio acústica e um ótimo jeito de terminar o cd e mostrar que a menina canta de verdade.

CONTROLE REMOTO: The New Normal, a nova série do Ryan Murphy




                A primeira impressão que eu tive ao ver New Normal foi a de assistir a um spinoff de dois personagens de Glee, Kurt e Blaine, vivendo numa idade adulta. Depois eu me lembrei de Modern Family e imaginei o casal principal como uma versão mais atraente do Cam e do Mitchel. Então eu reparei como a maioria dos casais homossexuais são estereotipados na TV e fiquei meio decepcionado. Mas essa decepção passou antes de o episódio terminar.


                The New Normal conta a história de um casal de gays, David (Justin Bartha) e Bryan (Andrew Rannels, o ex namorado recém-assumido de Hanna na também ótima Girls) que decidem ter um filho e para isso precisam de uma barriga de aluguel que esteja disposta a carregar a criança (a “mãe” do menino é uma mulher parecida com a Gwyneth Paltrow, só que interpretada por ela mesmo numa cameo rapidinha pra série). É aí que entra Goldie (Georgia King). Goldie é uma jovem de 20 e poucos anos que teve uma filha aos 15 e é parcialmente sustentada pela avó, Nana.  Só quando flagra o seu marido na cama com outra que Goldie resolve dar uma reviravolta na sua vida e recomeçar tudo, só que pra isso ela precisa de dinheiro e então resolve ser a barriga de aluguel de um casal gay (quem será???).

                Apesar de Goldie e o casal terem se dado bem logo de cara, Nana não aprova a situação toda e é aqui que eu explico a ~~magia~~ de Nana. Nana From Hell (vivida por Ellen Barkin) é como a Sue Silvester de Glee, só que mais preconceituosa. A mulher, só no primeiro episódio, conseguiu ofender quase todas as minorias do mundo: adolescentes grávidas, judeus, latinos, asiáticos, negros, deficientes físicos e, claro, gays (ou “fumadores de salame”, como ela diz). Tá, você deve estar pensando “Cadê a parte que ela é legal?”, mas acontece que se você gostar de personagens bonzinhos de uma forma convencional, você não vai gostar dela. É claro que se ela fosse só esse monstro preconceituoso, eu não gostaria dela também, mas Nana não é de todo ruim, ela só é “dura na queda”. Piadas racistas de lado, é impossível você não gostar de Nana quando, ao descobrir que a neta foi traída, a primeira coisa que ela faz é tirar uma pistolinha da bolsa, apontar pro cara e ainda falar que ele tem maxixes no lugar do saco; ou quando ela diz que confundiu a filha com um mioma e quando deu por si já estava fudida. Existe até uma piada com fundinho de amor por gays quando ela declara que sem eles seria impossível o cabelo dela ser bom como é. Por sinal, as cenas dela com a secretária do Bryan, Rocky (interpretada pela NeNe Leakes, a arquirrival de Sue Silvester em Glee), são de te fazer chorar de rir e, com sorte, haverá muitas delas nos próximos episódios.
                Voltando pra série, esta tem a fórmula mágica do Ryan Murphy que fez de Glee um sucesso tão grande. Não, por enquanto não tem ninguém cantando no meio da rua ou do trabalho, apesar de eu não descartar a possibilidade de um episódio especial assim. Jogando piadas ácidas no meio de momentos que deveriam ser pesados de carga emocional, as cenas conseguem ficar no meio termo entre o drama e a comédia escrachada (muita gente não gosta disso, mas eu, particularmente, adoro; vide Georgia Rule). Há algumas tão boas que eu já considero épicas no primeiro episódio, como Ryan comprando roupas e desejando ter um bebê como se uma criança fosse um acessório (“I MUST have it”); as cenas que mostram a diferença de referencial entre Bryan e David, como um citar Mariah Carey como exemplo de vida e o outro citar Barack Obama, ou quando David pede pra conversar no intervalo do jogo de futebol e Bryan pergunta se é quando a Madonna vai cantar (identificação forte da minha parte); e ainda tem uma cena que remete ao piloto de Sex And The City, quando os personagens falavam direto pra câmera, só que em New Normal serve pra mostrar os diferentes tipo de família e não de problemas sexuais/amorosos.


                Enfim, é isso gente. Não sei se ficou claro, mas a série é boa e vale a pena assistir. Reconheço que não é uma obra prima da televisão, mas é melhor do que muita porcaria por aí. Eu sei que ela tem um apelo maior para o público gay, mas se você não for uma pessoa que se incomode com isso (o que eu espero que você não seja, se você tá aqui lendo isso), você também pode gostar. Mesmo que o casal principal seja dois gays-barbies bem-sucedidos e apaixonados, e a gente saiba que o mundo todo não é assim, isso não é razão pra não dar uma chance à série. Tô deixando um “trailer” aqui embaixo pra você se animar um pouquinho com a ideia e não esquecer que abnormal is the new normal, nas palavras de Bryan.




terça-feira, 4 de setembro de 2012

DÁ O PLAY: Sky Ferreira, Banda Uó, Calvin Harris, Will.I.Am e No Doubt



                Desde o início do ano que já dava pra saber: setembro promete. Tem o retorno do No Doubt, o primeiro disco da Banda Uó, o segundo do The XX (que já vazou), o da Ellie Goulding (que eu espero que vaze esse mês ainda), um novo de inéditas da Pink e mais um monte de singles aleatórios e promissores por aí.
                O fim de agosto e esse início de setembro já foram movimentados. Alguns artistas lançaram os carros-chefes dos discos (Taylor Swift, Alicia Keys e Muse, por exemplo) – uns me surpreenderam, como Sky Ferreira -, outros lançaram o segundo single ou até mesmo alguma música de divulgação e praticamente ninguém ficou parado.
                Desse meio tempo, eu escolhi cinco faixas das minhas preferidas (com uma exceção) dentre esses lançamentos pra mostrar aqui e lá vai:


                - Calvin Harris – Sweet Nothing (Feat. Florence Welch):  a música que eu mais esperava de todos os lançamentos e a que eu já tinha decidido como minha preferida deles, quase foi isso tudo. Depois do remix que o Calvin Harris fez pra Spectrum, eu já sabia que uma colaboração dos dois pro CD dele seria mais dançante do que qualquer trabalho feito pela Florence, mas o que me deixou feliz foi que nenhum dos dois se perdeu na parceria. Apesar de ser uma música típica do Calvin Harris, você ainda vê a identidade da Florence nela: os versos dramáticos, o poder vocal, e as batidas alternadas entre um dance frenético e algo mais desacelerado no “It isn’t easy for me to let it go”  (a maioria dos singles da Florence são assim também, é só reparar em Shake It Out, Dog Days Are Over e No Light, No Light –  por mais explosivas que elas sejam, há sempre uma estrofe mais calma no meio ou no início). O único contra disso tudo é a farofização da Florence, porque com certeza essa música vai estourar nas rádios e o povão vai todo chegar falando que ama ela de paixão e que “nossa, você conhece a Florênce? Eu AMO ela!”.  Enfim, nada que a gente não consiga suportar.






                - Sky Ferreira – Everything’s Embarassing:  essa foi a que me pegou de surpresa. Depois do lançamento de Red Lips (que, na minha cabeça, era o primeiro single do primeiro álbum dela), eu tava pronto pra um LP inteiro da Sky, quando, do nada, descubro que Everything’s Embarassing é o primeiro single do novo EP (sim, mais um) Ghost, que sai no iniciozinho de outubro. A música fala sobre um relacionamento que não deu certo, apesar das tentativas. O ritmo é meio mortinho, e eu não consegui entender se a intenção era fazer algo triste ou dançante, mas funciona mais por lado dançante. Talvez a culpa seja dos produtores Blood Orange (que já trabalhou com a Florence em Never Let Me Go) e Ariel Rechtshaid (que já fez colaborações com No Doubt, Major Lazer e Usher), os responsáveis pela faixa e donos de estilos um pouco diferentes. Apesar da estranheza a princípio, eu gostei da música, só tomei um susto por não ser o tipo de som que eu esperaria dela. Esperemos pelo EP inteiro para julgar,  já que por enquanto eu fiquei parcialmente satisfeito com Everything’s Embarassing.






                - No Doubt – Push And Shove (Feat Major Lazer e Busy Signal): a preferida de todas e que não saiu do repeat desde o dia que ouvi! Não sabia muito bem o que esperar dessa música depois do remix que o Major Lazer fez pra Settle Down e que não me agradou muito, mas a produção do Diplo foi imbatível aqui. A música mistura rap, algo de reggae, umas guitarras e bateria de rock, com um ritmo que começa gritante e alegre, passando pela voz arrastada e triste da Gwen no refrão e terminando com uma acelerada meio conformada, como se ela jogasse a toalha ao dizer “Have fun if that’s what you want/Let’s fight if that’s what you want”. O melhor é que a música consegue passar um pouco de desespero pela voz da Gwen, ao mesmo tempo em que é divertida (aquelas buzinas no fundo poderiam ter soado aleatórias em outras músicas) e, por que não, dançante. Confesso que não conhecia e não fiz questão de começar a conhecer esse Busy Signal, mas nem ele fica deslocado na música. Depois dessa suruba de ritmos numa faixa só, tô botando fé que o Push and Shove vai ser um dos melhores álbuns do ano.





                - Will.I.Am – Reach For the Stars: óbvio que essa é a que eu não gostei mas postarei (tudo pelas rimas). O negócio é o seguinte: rumores disseram que ele ia vazar a parceria com a Britneyde esse fim-de-semana e eu tava crente que ia postar música nova dela aqui, mas só que não. Com isso, resolvi comentar a prepotência desse queridinho de lançar uma música de Marte.  O melhor de tudo é ele achando que é um Kanye West da vida e tentando dar um tom épico a música e conseguindo o efeito contrário, fazendo com que a produção pareça barata e desleixada. Eu até gostei do coral no fundo, mas ainda acho que ele deveria ter ficado naquilo que ele é melhor: fazer música pra nightclub e olhe lá.






                -Banda Uó – Búzios do Coração: comecei a gostar de Banda Uó há pouquíssimo tempo, mas a cada música nova que eu conheço eu me apaixono mais. Hoje o CD deles, Motel, estreou em primeiro lugar no iTunes e, como essa música vazou semana passada, foi ela que eu escolhi. Ela não é animada como Faz Uó ou Malandro, é mais uma baladinha apaixonada que, não sei por que, me lembrou de alguma música do Netinho na micareta (todos têm um passado negro, ok). Dá o play aí e vomite coraçõezinhos.


                Gostou de alguma música, acha que faltou alguma coisa? Comenta aí que eu ~~analisarei~~.